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segunda-feira, 3 de junho de 2013

Lógica Inerte

Em cada rua inerte, um termo abstrato, 
Carrascos do tempo, exijo agora!
Todos em pleno silêncio.

Em cada gota de chuva, cálida e efêmera,
Bebo o silêncio no orgasmo em que me torno,
Transformando assim, palavras graves em gritos agudos,
Atemporais, guturais.

Calmamente amordaço-os, violentando-me
Em um silêncio descomunal, desmedido
Que não se cala nunca em minha mente.

Não fale ou cale,
A alma escuta.


segunda-feira, 27 de maio de 2013

O Estupido

I

Estupido eu seria se me coroasse a tua maneira

Colocando-me sempre a frente um espelho inverso
Das alegrias inertes e das farsas que me causam ânsias
Vômitos matinais,
Ataques de fobia e um pequeno desejo desafinado
Não mais disparo tiros a distancia, afinal.
Nem tudo que vai, volta...

II

Projeteis de barro
Não calam, não matam,
São simplesmente
Ferrões agudos, sem direção,
Alienados os que se dizem não alienar-se
Alienam, calam, isolam e trancam.

III

Dentro deste mundo calmo, negro, póstumo e absurdo
Canto em partes silenciosas um futuro "predestinado"
Onde cada ser humano morrera dentro das vozes que sucumbem
É a vida, esta carnívora assanhada e amedrontada
Armada para matar e sugar a esmo
São as chances que não desejei mais
São minhas vidas que matei la atrás.

IV

Abençoou tua serpente
De língua envenenada
E quando não mais pude ouvir, enxergar, falar
Desgracei-me em pequenos pedaços
Correndo para meu infinito nada, inverti os valores,
Cansei a lamina, negociei minha alma.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Partes e Meio


A fragilidade dos corpos
Partes inteiras de pedaços que faltam, incompletos
Desconexos
Uma parte e meia de órgãos externos e infinitos pensamentos enfermos 
Linhas cerebrais, tormentos calmamente vão se dividindo
Um trecho do que nos dizem exatamente
Não falam nada
Apedrejando os sentidos que falham, se confundem
Uma pequena dor que não pode suportar
Uma drenagem que apodrece o coração
Uma parte de ossos que se quebram
Um aperto de mão, um olhar, outra parte
Fome, holocausto internamente externo
Cada vez que eu pude me fechar, não foi mais uma vez
Assim sendo, não era
O que eles dizem?
Atravessariam-me sem mais um único espaço?
Sim!
Espaço onde se perde qualquer poder de palavra
Não se fez mais tempestade em mares ocultos
Águas frias, gélidos pensamentos, confusões e internações
Ninguém suportaria uma prisão ao ar livre
Eu pude suportar!
E o vento frio que cortava a pele
A outra parte, que escondi de eu mesmo
E aquele abraço que demorava a chegar?
Cortei seus braços?
Não responda
Aquela mentira recriada, a solidão em movimento
Eu não pude suportar!
Sim!
Eu menti!
Asim como todos vocês.


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Dois


Eu ouvia as vozes e sentia como se fossem as últimas palavras não ditas
Eu sonhava em ser aquele que sempre estaria ao teu lado
Eu aguardava a hora mais do que ansioso, eu ainda estava vivo, mas...
Naquela noite abraçado a nós mais do que a mim, chorei mais do que calado
Da única vida que tive, roubei meu único amor verdadeiro
Me perdi, eu perdi.
O mesmo fracassado de sempre
Aquele outro faria tudo errado outra vez
Calou-se em magoa e tristeza eterna
Então chamamos todas as bestas do universo
E batizamos uma a uma com meu nome
Subíamos no alto dos prédios e nos jogamos em uma queda nada livre
Estávamos dispostos e cansados
Mas nem sempre a luta era ganha
Então perdíamos todas as vezes para um único eu
Aquele que sempre esteve ao teu lado
O que vimos por la?
A dor e a glória do pecado?
A chama da dor indiferente?
A Lua que nunca brilhava?
Ou cada estrela olhando e sangrando?
Cada vida abandonada em cada beco
Cada sonho perdido dentro de cada alma avessa
Suprimos nosso ódio e duvidamos de cada palavra não dita
Relaxei a corda, abracei o destino a troco de um corte na face
Tentei correr, morrer, pra quem se despede e o deixa
No fundo sempre é mais fácil
Questão de aceitar?
Eu não me aceito
Recebo você, em goles maiores
E o amor?
E o vinho?
Não estávamos cansados na hora das promessas
Nunca menti sobre o amor
Eu me cumpro.
Me vejo deprimido, sem forças
Para que tudo torne-se dor
Um tempo que peço, mas para eternidade me despeço
Sangro então em segredo
Na vigília noturna encontro minha alma morta
E me despeço dos Deuses
Eles não me amam
E você? Sim eu sei, entendo
Deve ter se esquecido, não ou não?
Ah! Fui eu, um fraco e covarde
Suportarei o peso dos tigres menores
Rindo pra mim
Os olhares menores
O abraço da morte
O peso da dor eterna
Pode ser que passe
Eu tentei, não desisti
Acho injusto
Acho que cansei,
Mas não desisto
Te amo mais do que me amo
A única certeza que eu tenho
Do amor dei, reconheço
Apagamos em covardia
Eu mereço, aceito a dor
O zelo que tens contigo
É  nosso maior inimigo
Aceito a culpa...


quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Dogma


Eu já te vi naquela lama
Antes do bem, eu não pude enxergar
Já me roubaram todo o tempo
Crucificando-me em pensamento
Sacerdotes falsos indignados roubam suas proles
Castrando a alma da musica que apodera-se na cama
Sangue, chão e vida e morte
Ninguém rouba das ruas o que é da lua
Abençoados sejam os homens e os lobos
Que não perguntam, só respondem
Como é a estrada?
O quanto pode custar uma lei?
Como é assistir a um encontro dos condenados?
Os maníacos estão em paz lutando contra a divindade humana
Perdemos a nossa visão final
Nos de a alma dos pássaros de asas quebradas
Prenda-nos a um chão de seda vinho
Vermelho sangue, capas pretas e um rio negro
A noite se perdendo dentro das manhas
Uma a uma, duas ou três
Sangue, velas e preces
Mas nada de tão precioso para perder
Orações de pedra partindo as vidraças das igrejas
Até vender teus ossos para padres e palhaços
De a a eles um corpo
Uma chama
Uma noite
Uma cama
Catástrofe envenenando o réu
Aplausos para o juiz condenado
Acariciando um Deus de barro morto e alienado
Que sangra água e chora sangue
Seguiremos os lobos nas estradas que percorremos seculos atrás
E daqui mil anos ainda estaremos onde a vida morreu
Onde o mar encontrou o céu, onde um espasmo vale tanto quanto ouro
Suspiro, o último.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Aquele Lugar


Esta tudo tão silencioso aqui dentro
E ao mesmo tempo os gritos ecoam
Mas o nunca é a única  parte que enfim não é
Mesmo sendo assim eu realmente quero somente o para sempre
Por aqui nada mudou, mas ainda me pergunto
Mas a única resposta é duvida agora

Esta tudo tão escuro
É dia a chuva la fora me secando por dentro
Aquela voz que fica muda, e muda
Já nem vivo mais, se me perdi
Um dia sim, talvez?
O porque de não tentar mais
Ou somente tentar, aqueles senhores não entendem
Não estão certos, nem errados..
Eu não estive la, não estou
Ela é a única, mas o tempo esta nos abandonando
E chovendo dentro do sol, apagando - me teus olhos

Esta tudo tão cheio de vazio, e a única luz que vejo esta e se apagar
Foram todos os puros devaneios que me fizeram longe
Se eu pedisse ajuda?
Deveríamos perdoar?
O que faremos?
Pergunto a mim a resposta que você não tem
E já não tenho mais a escolha, nem entendo
O que esta claro nesta ultima passagem

O que vale mais a dor ou a divida?
A duvida ou a escolha?
Se pra ter paz é preciso perder, eu perco
Das respostas que nunca tive
Sempre soube as perguntas
Das perguntas que não me fez
Sempre soube as respostas
E pra todas que foram feitas
Nunca soubemos responder

Nem sempre o errado erra em acertar
E o errado faz parte da nossa única solução
Entrando através das noites, perco tudo mais facíl 
A única culpa que sinto é por não poder culpar
Nenhum sentido ou sentimento
Nenhuma duvida ou pergunta
Nenhuma dor ou ódio
Nenhuma escolha ou decisão
Nenhuma vida ou morte
Nenhum amor ou culpa.