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Mostrando postagens com marcador almas. Mostrar todas as postagens
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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Dogma


Eu já te vi naquela lama
Antes do bem, eu não pude enxergar
Já me roubaram todo o tempo
Crucificando-me em pensamento
Sacerdotes falsos indignados roubam suas proles
Castrando a alma da musica que apodera-se na cama
Sangue, chão e vida e morte
Ninguém rouba das ruas o que é da lua
Abençoados sejam os homens e os lobos
Que não perguntam, só respondem
Como é a estrada?
O quanto pode custar uma lei?
Como é assistir a um encontro dos condenados?
Os maníacos estão em paz lutando contra a divindade humana
Perdemos a nossa visão final
Nos de a alma dos pássaros de asas quebradas
Prenda-nos a um chão de seda vinho
Vermelho sangue, capas pretas e um rio negro
A noite se perdendo dentro das manhas
Uma a uma, duas ou três
Sangue, velas e preces
Mas nada de tão precioso para perder
Orações de pedra partindo as vidraças das igrejas
Até vender teus ossos para padres e palhaços
De a a eles um corpo
Uma chama
Uma noite
Uma cama
Catástrofe envenenando o réu
Aplausos para o juiz condenado
Acariciando um Deus de barro morto e alienado
Que sangra água e chora sangue
Seguiremos os lobos nas estradas que percorremos seculos atrás
E daqui mil anos ainda estaremos onde a vida morreu
Onde o mar encontrou o céu, onde um espasmo vale tanto quanto ouro
Suspiro, o último.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Violenta Santidade


Registrou em meus pulsos, ele disse:
- Pulsações desconhecidas.
Mas a  castidade não fazia parte daquele plano
Era roubada a cada minuto, ela não sustentaria mais
A santidade pecava em perversão divina
Em escuridão eterna o mastro de fogo
Afundava em sua carne fria e castrada
Cansada dos padres e monges
Relatava seu descaso com gravuras em meu corpo
Atravessando-me a pele com unhas e castiçais em brasa
Cordeiros sangravam sobre a mesa
Em noites regadas de absinto e ópio
Culpando o céu que desabava sobre estes corpos,
Bailavam em segredo as almas santas
E se sufocavam, blasfemando dentro do velho livro sagrado
Beba meu sangue, cuspa minha carne, ela disse:
- Devolva-me os pecados;
- Deus castrou você?
Violenta santidade, sangrando em corpos santos
Absolva estes pecados tanto quanto me deseja
Deus dos homens, senhores das terras do universo
O infiel te deseja em lealdade a ele
Doando tua vida em sacrifício
Fingindo salvar estes insanos pecadores
Demônios santos, tua imagem e semelhança
O espelho também te traiu, me traiu, nos traiu.
No universo que restou a alma vaga dentro do corpo
Já não é mais teu, é dele e nosso
Fugindo da pútrida lembrança,
Castigadas, sangram nos castelos da luxúria santa
Fingindo salvar o universo da própria alma que grita,
Do próprio corpo que queima e deseja mais que a santidade
Tanto o pecado quanto o pecador



segunda-feira, 15 de outubro de 2012

A Falta


Meu único e último segundo de vida se foi entre todos aqueles minutos que eu não sentia teus mistérios e segredos em frente aos meus olhos desprovidos de cor sem o brilho de tua pele, como a luz que arde, virgem, em meu peito anoitecendo em torno de minhas células, registro tua falta no tempo em cada ponto em que sua imagem atravessa meu pensamento em formas inalteráveis de cores, perfumes e sentimentos.
A nebulosidade ameaçadora da sua falta eu não podia calcular sua presença física sempre foi incalculável, inalterável depois de certo tempo dentro de mim, a falta é como prever cair o peso do universo sobre meu infinito, as palavras fogem a cada instante agora em que eu precisava me dizer, o sol agora é algo que não queima somente escurece e de longe eu vejo e sinto que não posso trazer nenhum sincero sonho para me adormecer agora neste dia tão quente pois sempre ao anoitecer nada do que eu via era simplesmente tudo que eu precisava deter dentro de mim, as veias que estufam e pedem mais sangue pra me dividir em mil partes só tuas, pra me contar mil segredos só teus, divergindo da culpa ataco meu paraíso distribuindo cada célula do meu sangue em mil em partículas de ar imaginando assim atravesso os tempos pra te buscar em cada sonho e pedaço de solidão, arrancando meu coração, tirando e colocando de volta em teu peito respirando você em cada poro da minha pele que você tocou dentro da tua.
A distância é algo que já não mais me apavorava mas me consumia, e não me atraia nem um pouco sentir você em espaços tão curtos de uma vida entrelaçada, em cada dia, em cada vida, em cada pedaço do meu tempo indesejado trocado ferindo o coração com o qual se compara.
Então despenhamos para o alto, extasiados, olhos tornam-se estrelas no mesmo brilho, estelares os corpos que se afastam mas não confundiam-se em nenhum espaço ou tempo recriado pela memória as vezes ausente, não queria mesmo calcular tua falta eu enlouqueceria visualizando este casulo, como em o teatro da crueldade me vi sangrando fora do meu corpo, dentro do teu transportando cada segundo de memória recriada reproduzindo como uma peça surreal de infinita e obscura beleza para meus olhos assistirem enquanto desejamos a inexistência do tempo em que me faço falta, te faço falta, desobedeci os deuses do tempo tive minha pena transfigurada para não sonhar mais em desconhecidos espaços percorridos, traduzo tua falta em delírios repetindo a febre noturna invadindo parte de minha inocência roubada mas ainda reconhecida junto aos meus limites, doarei meus olhos se for preciso só para que te encontrem possivelmente em outro olhar mesmo que não seja o meu no instante de minha ausência corrompida por  aquela indecisa luz celeste.
Digno da tristeza que se vê nos olhos dos que nunca viram o brilho de uma estrela é como traduzo em inúteis palavras tua falta, não encontro nada que eu possa dizer para aliviar a falta, somente sempre lembro a gente sempre quase morre tentando provar o contrario.



segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Silêncio


Aquele longo silêncio durante o telefonema diário já não aguentava mais, entristecia, endurecia, amargava tudo que foi tão doce um dia, era uma sucessão de acontecimentos e disparates tão sufocantes que em apenas duas palavras o partiu em milhões de pedaços espalhando cada micro partícula de tudo que já sentiu um dia por todas as linhas e cabos derrubando todos os satélites e daquele dia em diante nunca mais alguém ousou usar um aparelho chamado telefone. Deixou-se levar pela razão esqueceu que um dia nem tão distante existiu algo ali muito alem do que somente pontos de vista e pressões de senhores rabugentos, frustrados e cansados a culpa já não importava mais de quem era não podiam mais culpar, a não ser que culpem a eles mesmos que criaram os herdeiros da "culpa", quem podia adivinhar, mas e agora? Os anjos que paguem?
Não acredito que seja assim mas quem sou eu pra julgar, o lerdo, o vagabundo, o que nunca faz nada e nunca acerta nada o sem valor nenhum, nunca nada é certo, faz nada certo. Fala isso pra ele, diz isso ou aquilo e a mente vai envelhecendo junto, tomando uma forma igual, um pensamento igual criando novamente mais herdeiros de "culpas" que irão culpar outros senhores um dia. Mas onde não existe amor, paz de espirito e compreensão em primeiro lugar, nunca haverá nada do que desejam, pois os anjos não tem culpa não podem ser sufocados por mais difícil que seja a situação eles merecem um campo de paz e proteção incondicional dos presentes, dos que cuidam, "amam" e fazem o que o digno da culpa direcionada não pode fazer por eles a pressão é uma arma feita pra atingir não o ponto desejado mas sim o ponto fraco, em vez de levantar derruba, talvez um dia de uma vez por todas, acho que não é essa a intenção mas por fim é o que conseguem e dizem somente que você não entende, mas quem te entende se não tem o direito moral nenhuma para falar algo, esta sempre errado, fora do contexto entre outros adjetivos conhecidos tão bem daqueles dignos de culpa, indignos de qualquer razão ou moral sobre o assunto a ser esclarecido, o cansaço tão bem esclarecido e visto de longe seria uma razão para poder, humilhar, magoar ou culpar aquele que pode ajudar se não estivessem emanando uma energia tão tensa e desanimadora a ponto de derrubar o ser digno da "culpa" direcionada, ninguém nunca vera o quanto é bom enquanto não amarem uns aos outros, enquanto não respeitarem uns aos outros e em primeiro lugar antes disso respeitarem a presença de anjos, mas tudo bem no fim mesmo ainda dirão que a culpa é dele, que ele não entende, que não é igual eles sendo assim não tem moral ou razão alguma para expressar qualquer opinião nem muito menos tem moral para ser amado somente porque ama também mas não é igual, é somente aquele um que nunca fez nada certo ou que já fez isso ou aquilo, já errou tanto que não merece mais, não é mais digno de amor e confiança só tem que cumprir seu papel e ficar calado pois nunca estará a altura, não importa o que faça ou fale nunca terá razão, ninguém vive só de amor, mas sem amor ninguém vive.


segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Almas


Mas nem por um decreto eu me veria mais
Seus olhos, minhas chances, a deficiência de cada ser
Já não era mais como o tempo
Que olha através dos espelhos das cidades malditas
Que sangram a cada amanhecer
Que choram por séculos a cada anoitecer
E o sol que brilha escuro queima e congela
Por entre os vales na escuridão o que vemos?
A simples agonia de viver e caminhar sem paz
As paredes do universo a única companhia
A que você nunca teve, dos que você nunca viu e nunca mais vera

Mas nem por um decreto
Meus olhos, tuas chances, a insuficiência de cada ser
Se afogaram dentro do tempo
Que cega o espelho e cobre com um manto de agonia cada amanhecer
Onde vivem os mártires sufocados embriagados de sangue, pele e vinho
E a lua se apaga e se formam outros sonhos dentro de cada um dos que se foram
Entre a luz e as sombras o que vemos afinal?
No fim o mesmo, os muros se fecham enquanto o céu desaba
O único que não pode fazer nada são todos os que vieram até aqui
Quem espera a morte com um brilho negro no olhar
Já nem sabe mais quem foi, quem ainda é
Não pode mais caminhar as velhas estradas secaram

O decreto divino da guerra e do sangue
Ninguém pode fugir nem por outro decreto
Mas do final não se fara o inicio
E como sempre do contrario
Seremos sempre os únicos derrotados
Para quem ainda sonha a realidade do acordar
Será sempre o mais terrível pesadelo
Dos mais tristes que se escondem
Pela paz surreal do infinito
Os olhos a única parte cega
O corpo a única parte viva
A alma a única parte morta



segunda-feira, 10 de setembro de 2012

O Vazio

Eu estive presente em todos os momentos, em todos aqueles momentos que eu quis ou nunca quis estar, aprendendo da maneira mais dolorosa o que se pode ser quando se é o nada, mas aquele vazio era só um vazio, e não se pode saber o que nele contem porque esta realmente vazio, e no vazio só sabe o que se tem  se você realmente o sente, mas como sentir algo que não existe, esta vazio, não tem conteúdo algum o que seria este vazio alem dele mesmo inexistente no que existe aqui, se estamos cheio de vazio nele alguma coisa tem, então enfim não estamos vazios o vazio não esta vazio, se nos sentimos cheio dele isso quer dizer que não estamos, então a palavra deixa de perder o sentido ou automaticamente formam-se outros e acabamos ficando cheios e nem sabemos do que só sentimos. Quando acordei hoje tentei levantar, abrir a janela, a porta mas algo me prendia me sufocava e não era nada de tão vazio eu estava cheio , bem cheio e completamente sufocado por uma força externa que me invadia como se fosse um raio de escuridão amargo e latejante, meus olhos não enxergavam nada mas eu via realmente tudo e só percebi que eu estava acordado depois de alguns sinceros minutos de extrema agonia e paralisação mental e física, totalmente inutilizado por alguns minutos um vegetal sem vida, só que vivo, o que tinha até agora nem sei como explicar  era algo como um vírus, acho que posso chama-lo de algo como a multiplicação da saudade algo que eu nunca pude controlar e foi bem por ai que me perdi varias vezes nessa vida, se eu pudesse acreditar menos no mais talvez eu seria menos atingido pelo meu inconsciente que insiste em dar um de fabrica de saudades e extremas ansiedades astronômicas e agonizantes eu somente desejava levantar e ver a luz do dia que por minutos não era mais dia era simplismente um nada, acho que morri naqueles eternos minutos mesmo sem  ainda saber como a morte é, foi um desligamento total de qualquer forma de vida que um dia meus sentidos ousaram conhecer, eu enfim fui verdadeiramente um nada, o que seria isso que nos paralisa nos bloqueia e insistimos chamar de saudade será que ela dói mesmo? Dizem que existem vários tipos, pelo menos pra mim existe só um, sendo ela do que foi vivido ou não, saudade é saudade não importa do que nem de quem, mas é algo inexplicavel quando ela te paralisa a ponto de não conseguir praticar o simples ritual de levantar-se da cama e simplismente sentir que exista vida aqui dentro ou la em qualquer outro lugar do universo, mas também algo contraditório, sentir algo estando desligado será que por alguma vaga lembrança eu havia sonhado com isso ou foi real, foi assim e que assim seja e que venham e venham mais e mais saudades, sendo assim pelo menos sinto que ainda vivo mesmo morrendo em alguns instantes!

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Sem Moral

Eu não pude colocar em prática e sabia o que era possível, pois impossível eu já havia feito, mas preferi esconder meus passos, preferi esconder a estrada por onde eu nunca mais deveria caminhar, mas eu desejei, e dai?
Nós nunca fomos o que nos foi permitido então porque encontrar, querer ter o que não pode ser teu, saber dizer o certo na hora errada se nada é, se nada vem ou volta, se todas as noites dores e delírios daquilo que nada um dia tentou ser o tudo vem a tona, não importa, quando digo pra ser eu é porque não quero mais tentar, e o porque de todas essas dúvidas, dividas  ninguém sabe, nem eu, você muito menos ela, nem o espectro salvador da tua sombra noturna que me trazia alívio me fazendo sentir dor e amar sem pudor algum não me queria mais, e acabamos nos cansando de falar tanto de amor, dor, solidão do passado sem futuro e de tudo que desejávamos ser, viver...
Mensagens positivas? Auto- ajuda? Você quis tanto eu nunca nada, hoje as palavras só ecoam, tentamos nos sentir bem não para poder provar talvez só fugir, fingir mesmo, sentir que algo  que um dia sonhamos poderia existir aqui ou em qualquer outro lugar, a realidade da felicidade foi, é inexistente e um dia tudo volta, e sem me condenar em um único pensamento eu consigo me contradizer milhares de vezes, bipolaridade, tripolaridade, sera?
São infinitos os polos e poros por aqui, ai  ou em todo e qualquer lugar e o que é natural, normal, onde fica, pra onde vai, existe?
Eu tentei fingir, acreditar, não me drogar, não te drogar não morrer nem matar, somente enfim amar, mas o mais é menos quando a gente sonha e ainda dizem aqui dentro, você é somente o que você sempre foi,  o óbvio, o triste o infeliz, o amargurado ladrão de vidas, tentar não faz mais parte, viver sem pudor é como um suicídio lento e solitário, é como vender a alma sangrar fazer sangrar, quem não sangra? Eu vivo a contra-adição de valores faz parte desse todo, desse nada desse sangue, sangro litros por segundo, eu sinto pra não morrer em vão se eu pudesse te contar se eu pudesse me expressar melhor, mas sei bem como é, será sempre tudo em vão, tudo em códigos, números, palavras, sons e sentidos, colocaram cada chance na minha boca, poros, polos, pele e alma pra tentar resgatar aquela tal dignidade, amor-próprio, não deu não era meu vomitei praticamente tudo, sem fim o coração sem alma não pode mais e se cansa sem poder descansar, o desejo alimenta a alma sem o mesmo notar e aquelas outras coisas que eu disse antes eu já esqueci, pra ser mais direto eu nem disse, foi só um sonho teu, meu, de ninguém ...


quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Valium


Apodere-se da minha alma, conceda-me o último desejo...
Alivie-se, escureça-me, receba com o preço da dor
Seu último caminho da primeira partida
Olhe nos olhos e cuspa no espelho
Este era seu caminho, você foi derrotado
O mártir esperava o grito do outro lado
E se transportou e fugiu para o vale
Era o receio, da divida da duvida
E seus olhos brilhavam e me levavam
Busco, te desejo recebo e entrego
Eu não confundo perco da maneira que posso
Te deixo livre me perco te liberto
Ele estará aqui, ai...
Não precisa dizer nada, as almas não falam 
não escolhem agora dormem
Levo, guardo comigo...
Te devolvo em dobro.