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quarta-feira, 22 de maio de 2013

Partes e Meio


A fragilidade dos corpos
Partes inteiras de pedaços que faltam, incompletos
Desconexos
Uma parte e meia de órgãos externos e infinitos pensamentos enfermos 
Linhas cerebrais, tormentos calmamente vão se dividindo
Um trecho do que nos dizem exatamente
Não falam nada
Apedrejando os sentidos que falham, se confundem
Uma pequena dor que não pode suportar
Uma drenagem que apodrece o coração
Uma parte de ossos que se quebram
Um aperto de mão, um olhar, outra parte
Fome, holocausto internamente externo
Cada vez que eu pude me fechar, não foi mais uma vez
Assim sendo, não era
O que eles dizem?
Atravessariam-me sem mais um único espaço?
Sim!
Espaço onde se perde qualquer poder de palavra
Não se fez mais tempestade em mares ocultos
Águas frias, gélidos pensamentos, confusões e internações
Ninguém suportaria uma prisão ao ar livre
Eu pude suportar!
E o vento frio que cortava a pele
A outra parte, que escondi de eu mesmo
E aquele abraço que demorava a chegar?
Cortei seus braços?
Não responda
Aquela mentira recriada, a solidão em movimento
Eu não pude suportar!
Sim!
Eu menti!
Asim como todos vocês.


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Pulso


Comemoras o dia 
da solidão, as palavras 
serão esquecidas ou apenas 
nunca mais ditas a não ser em pensamentos

Ou talvez

as temerás mais uma vez e 
partirás para um lugar 
onde julgas poder sentir o mundo 
pulsar na tua pele 

Afinal imortal nos olhos 

passará o filme aquoso 
do que viveste viverias 
de novo esse presente obscuro 

Tão futuro já então 

por vezes confundias o teu corpo 
com o ar ou a água e entregavas 
à sua transparência