Digno de um sonho impuro tomou um calice das próprias lagrimas, lagrimas que não eram dele eram do outro.
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quarta-feira, 23 de outubro de 2013
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Entre o Sono
Enquanto eu tocava teu corpo, a vida me cobria de morte
Todas as línguas entrelaçadas em forma de serpente
O rei morto suspira em declínio, suplicas,
A noite os soldados jogam cartas
E bebem do próprio sangue.
Correndo todas as manhas seguintes para caçar os sonâmbulos.
As mulheres morrem todas as tardes antes do jantar
Agarram se a elas mesmas com com as unhas arranhadas
E os sonhos de tão enferrujados derramam as nuvens do céu
Abaixo dos pés.
Todos os anjos estão mortos
A juventude de tão cansada somente caminha
Pelas estradas do nada.
Eu nunca estive certo
E qualquer palavra esquecida
Não será, nunca lembrada por alguém
Nós nunca soubemos como dizer
Entre uma explicação
Em ruínas as lágrimas choram
Pela eternidade.
Toda juventude morreu
E os anjos de tão mortos, caminham,
Caminham sem pernas pelas florestas da noite.
Eles me fazem favores
Rasgam minha pele
Estivemos contaminados por anos
Por todo e qualquer tipo de beleza
E quando o frio da realidade nos tocava
Adormeciam então, os sonhos cansados.
Todas as línguas entrelaçadas em forma de serpente
O rei morto suspira em declínio, suplicas,
A noite os soldados jogam cartas
E bebem do próprio sangue.
Correndo todas as manhas seguintes para caçar os sonâmbulos.
As mulheres morrem todas as tardes antes do jantar
Agarram se a elas mesmas com com as unhas arranhadas
E os sonhos de tão enferrujados derramam as nuvens do céu
Abaixo dos pés.
Todos os anjos estão mortos
A juventude de tão cansada somente caminha
Pelas estradas do nada.
Eu nunca estive certo
E qualquer palavra esquecida
Não será, nunca lembrada por alguém
Nós nunca soubemos como dizer
Entre uma explicação
Em ruínas as lágrimas choram
Pela eternidade.
Toda juventude morreu
E os anjos de tão mortos, caminham,
Caminham sem pernas pelas florestas da noite.
Eles me fazem favores
Rasgam minha pele
Estivemos contaminados por anos
Por todo e qualquer tipo de beleza
E quando o frio da realidade nos tocava
Adormeciam então, os sonhos cansados.
domingo, 14 de julho de 2013
Cemitério
Seu
brinquedo quebrou,
O
brinquedo quebrou-se
Quebraste-ei
em silêncio,
A noite
em minha vigília.
Espera-te
o que eu guardo,
Espera-me
o que devolvo
Em
desalinho cada minuto roubado,
Não vale
a pena.
Malditas
foram estas as tuas palavras,
Não vale
a pena,
Não vale
a pena,
Malditas
foram estas as tuas palavras.
Não vale
a pena?
A chaga,
a branda pena
A culpa
cura, a vaidade,
Do que
teve.
Do que
tens o ego fundido e crucificado,
No alto
escalão do meu peito podre
Diferenciou
a pena da culpa,
A dor em
calmas chamas.
Se apenas
vale a pena culpa,
Do que
valeu em paz,
Do que
guardar no cofre,
Da alma
que mente e brinca?
Se a pena
chaga a podridão do que sou
Eu fui o
que não mais serei
Pra
dizer te-ei um dia também
Não vale
a pena.
Malditas
foram estas as tuas palavras,
Me
feriram mais do que qualquer,
Acido ou
soda caustica banhando-me o corpo
Invalido
e putrefata pele a mente calou-se.
Em
sorrisos invadindo a floresta de minha alma,
Em carbone
e apodrecimento alimentando cada minuto de dor,
Em que me
destes de presente em pele,
Saliva,
mucosas e olhares, sentimentos e sussurros.
Assim
temos ao que cada letra destas que estas palavras me causou
Não vale
a pena,
Não vale
a pena,
Malditas
estas foram as tuas palavras.
Que
sangram agora eternamente em minha morte,
Se em ressurreição eu me lembrar,
Não
esquecerei do que vale a pena,
Pra um
dia minha alma adoecida dizer te-ei também.
Não vale
a pena,
Não vale
a pena,
Malditas
estas as tuas palavras,
Malditas
estas as tuas palavras.
Que agora
atormentam e ferem a alma adoecida,
Do
instrumento descartável e perecível,
Calou-me a
alma inconsequente
Conectando-me
a desfalecer,
Falecimento.
A musica
morre na tumba,
No
cemitério de minha ilusões momentâneas,
Calo-me
em alma e resignação,
Não
esperavas este, não vale a pena.
Malditas
estas foram as tuas palavras
Que me
feriram, cegando-me mais que o cego alarde,
Quebrando
os espinhos das rosas maculadas,
Matando
as flores mortas no meu peito.
Branda
assim a chuva carrega então
Levemente
as tuas mentiras
Brincando
eu de cabra cega
Subestimei
sim, como eu subestimei.
Enfiei o
assim o amor no retro,
Vomitando
cada pétala pelos poros,
Fazendo
dos pelos, pernas o desassossego,
Morrendo
assim em um minuto o que dei a ti para eternidade.
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Distopia,
distúrbios visuais e alterações do paladar,
Drama,
drogas
Pálpebras
Mastigarias a carne leprosa,
Beberia soda cáustica,
Morderia
uma tumba?
Ou chuparia
um cadáver?
Na linguá que transmuta de si para si,
A
absolvição passageira é termo de culpa,
Abreviatura
do nome gravado no termômetro
Brando e
litorâneo, canal do descaso.
Extremo
liquido que esvai,
Pingando
água e óleos de cor rebuscada,
Respiro o
respingo do que resta ainda perder,
Perdoando
cada hipocondríaco pensamento.
Explicito
penso no espesso diluvio,
Calamitoso
o viril alarde,
Não dobrei
as pernas
Cauterizei
as pálpebras.
De muito
cego me pergunto,
Entornando
a pele em cristo
Sufoco a
cruz em queda,
Mastigo
os planos torpes.
Externo
interno câncer
Petrifico
a espirito dolente
Em
brancas negras duvidas,
Extravio
em certezas.
Se eu
pudesse engoliria fogo,
Mastigaria
a água, o vidro a pena,
Abençoaria
enfim a química do sangue
Estupidificando
o calmo golpe.
Alerto o
alarde em cena
Juiz do
extremo norte
Débil
cura ingenua
Agonia
translúcida, esconda.
Sempre as Reticências...
Ludibibriando
as nuvens no céu cinza
Vejo a
alma azul pular pela minha janela
Defronte
a esquina em estupida partida
Desloquei
os ossos para o infinito.
Despetalei flores sem pétalas,
Sem água, seca e negra
Sufocando a transfusão,
Apodreceu em minhas mão, entreguei-te ao fogo.
Despedindo-me
da alma sem cura
O
espectro salvador de minhas dores
Transmutou-me
em verme
Bactérias
extraídas da pele.
Lepra
definindo as partes que restaram
No
hospital sadio de almas
Os que
bailava em alegria
Mentiam
mais do que minha sanguinárias verdades.
Cada
culpa em que me invade
Invaso em
pedaços de papel
Noticias
de jornais antigas
E eventos
virtuais, sociais, anti-sociais.
Na
verdade dos que esperam o alimento na boca
Perdem-se
os dentes nas gengivas cortadas
O furo
que vejo na estória
A verdade
que em luta me esconde.
Sobressaindo um desatino
Para a
glória, o derrotado banha-se em merda,
Do que eu
acredito?
Nem um
pingo no i de cada letra perdida nas palavras não ditas.
Do amor
que enfia-me na alma como ferro em brasa,
Tatuando
em minha vida a ferro quente
Forje
escapa, e ri, feliz,
A morte
me darás, o presente.
Dizendo
em curtas palavras o que repetes,
Alguém
que o diz ou me diga,
Extraviando
a calma e a verdade,
A mentira
que sou é a merda que carrego em minha fralda.
Se diz o
que tenho é pureza,
Na Infiel
desgraça de minha culpa
Culpa-me
pelo "medo" então
Se
escapas em branda interna chaga.
Queimo o
peito e cravo os dentes,
Escuto
com calma o tormento,
Dolente a
doença me busca,
E vejo
teu sorriso me dizendo toda e qualquer palavra.
Em
minutos esquecidos onde desdobra-me
Espera o
tempo, premeditando a partida,
A minha?
Em morte
enferma, darei a nós!
Se me
contento com esta dor?
Em linhas
torpes entorpeço toda e qualquer verdade,
Engulo o
choro, pendurado ali na lamina de tua foice
Assim
vou, com a pureza que me deu, a morte chegara.
Antes do depois o começo,
Sem um fim...
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Ilhas
Nem sempre as ilhas inconstantes nos desdobram e nos confundem
O abraço materno não se faz mais consciente
Nos desdobramos em mil partes de um deus que já não existe mais
Os seres que vagam para alum lugar do infinito, foram sorrindo em falsa agonia
Agonia desesperada essa, que procura onde não vê e não tem
As partes desdobradas e feitas não podem mais desfazer, o refeito
tao pouco justificar o injustificavel
Por maior que seja a confusão, as ilhas sempre estarão lá
Vagando seguimos, não há uma outra forma de viver.
Vago, espaço e curto.
Curto, espaço e vago
Não encontrariamos nada alem do nosso insólito nada
Em lugar algum
Em um lugar qualquer
A vida sobra e se renova diante da falsa gloria
Abatendo os feridos
Velhos formadores de opinião encaixotaram suas coisas
E mandaram vocês de volta a realidade
Sim essa mesma, eu deveria perguntar?
Sim eu deveria perguntar, embora não haja resposta alguma
Sim, a realidade, inconstante confundindo o abraço materno inconsciente
se esta a vagar por essa gloria talvez não encontre o que tanto procura
E talvez esteja solitário
Ninguém atravessa os céus sem se machucar
Perdão pela morte reconhecida
Eu não estive la, eu nunca mais estarei la
Somente representei o papel de um figurante amargo
Que nunca esquecera o desnível dessa normalidade incansável e ordinária
O cento do umbigo voltou para abraças o que já se foram
Eu não estarei la ou em lugar algum
As chances medem sua paciência
Até que no limite do acaso premeditado, explode
Sua maquina mecanizada, adestrada
Os miolos estouram e vazam pelos olhos
E te cegam e te abusam
O único culpado para a miséria dos opostos
É a não compaixão que tem de seus próprios
Mantendo os olhos cercados
Me despeço da serpente que me acolheu
Era dia ou noite, não era nada
Minha um tanto quanto lunática companheira
Não esquecera quem realmente é
pilulas ambulantes vagam nas ruas
E sangue é diversão
Dinheiro é morte
Ausência é vida
E gloria é a ostentação o pilar da mediocridade
Para com os que enfiam a faca e os outros órgãos internos
E cravam no peito até coração sair para fora
Até a tão inesperada absorção dos pulmões
Que de tão contaminados pelo seu amor negro
Repousando em minhas entranhas a século
Até a tão inesperada absorção dos pulmões
Liquidando suas chances de paz em tempos de guerra
A vida secreta que você esconde dentro de si
Não está mais si, nem aqui
Trocando de líquidos me escondo dentro da minha possível sanguinaria visão
Não adormeço em coleiras de sangue
Não concentro o espasmo dentro de um buraco que se rotula e se odeiam
Onde não existe mais lugar para as minha perguntas
Registro meus olhares a um ser inevitavelmente desejado
Não era nada daquilo, nunca foi
Espere-me na ultima estação quem sabe se perdendo um dia poderá se encontrar
De tão mediócre se encontra e se perde. de forma que irreconhecivelmente se encontre
bastasse uma pequena veia, uma pequena dose
bastasse um ultimo olhar
e então a serpente, acuada, retorna a sua origem desconhecida
desmerecendo qualquer faca, qualquer coração, qualquer órgão
A sua então, missão, de te ferir, de te injuriar, de te expor.
Já bastaria, nesse caso. sem instrumentos que o fazem
A decisão de despedida, do mundo Nada que vivemos,
faltaria, a presença, faltaria o essencial, o necessário.
Faltaria o nada, propriamente dito com a boca cheia.
De palavras ainda indecifraveis
Recolhendo-se a postura de um enfermo
Abandonado pelos juizes da mais estupida corte
Andaremos e colocaremos nossas escadas pelos palcos da vida e da morte
Somente esperando o movimento contrario do teu desejo ignorado
Deite-se ao meu lado não conseguiras me veras como um vulto
Escondido dentro da tua sombras
Vazia e descartavél culpando em nivel a nível de mote ou vida eterna
Tanto faz assim ou não
Meu ultimo desejo foi o de não desejar nada
Minha ultima chance eu vi na face de rostos esculpidos em lugares abandonados
E não mais podia ser atraído
Nem roubado
Nem aprisionado em teu carcere nada privado
Agradecendo as almas cansadas junto-me a elas para descansar
Pois abrigo pouco a pouco a morada dos aprisionados
Não serás um vulto sequer
não será a ultima viajem
e nem a primeira
dentro de tanta vida já vivida, não existindo suplicas mortais
e não cabendo ao existencial corpo etéreo
Das correntes impostas, os aprisionados encontram
forma a face e lugar de volta, que
ainda na lembrança possa reconhecer
Onde aquilo tudo começou, e retornar
pro mesmo caminho e caos já conhecido
de que adiantaríamos escadas, se nossos palcos já caíram
incendiados pelo clamor e pedidos urgentes das almas envenenadas
na vida e na morte.
transmutando pra si mesmo o poder de ter poder
através do poder, decaindo sobre seu rosto
suas lagrimas maquiadas, já borradas de tanto ver.
Dois
Eu ouvia as vozes e sentia como se fossem as últimas palavras não ditas
Eu sonhava em ser aquele que sempre estaria ao teu lado
Eu aguardava a hora mais do que ansioso, eu ainda estava vivo, mas...
Naquela noite abraçado a nós mais do que a mim, chorei mais do que calado
Da única vida que tive, roubei meu único amor verdadeiro
Me perdi, eu perdi.
O mesmo fracassado de sempre
Aquele outro faria tudo errado outra vez
Calou-se em magoa e tristeza eterna
Então chamamos todas as bestas do universo
E batizamos uma a uma com meu nome
Subíamos no alto dos prédios e nos jogamos em uma queda nada livre
Estávamos dispostos e cansados
Mas nem sempre a luta era ganha
Então perdíamos todas as vezes para um único eu
Aquele que sempre esteve ao teu lado
O que vimos por la?
A dor e a glória do pecado?
A chama da dor indiferente?
A Lua que nunca brilhava?
Ou cada estrela olhando e sangrando?
Cada vida abandonada em cada beco
Cada sonho perdido dentro de cada alma avessa
Suprimos nosso ódio e duvidamos de cada palavra não dita
Relaxei a corda, abracei o destino a troco de um corte na face
Tentei correr, morrer, pra quem se despede e o deixa
No fundo sempre é mais fácil
Questão de aceitar?
Eu não me aceito
Recebo você, em goles maiores
E o amor?
E o vinho?
Não estávamos cansados na hora das promessas
Nunca menti sobre o amor
Eu me cumpro.
Me vejo deprimido, sem forças
Para que tudo torne-se dor
Um tempo que peço, mas para eternidade me despeço
Sangro então em segredo
Na vigília noturna encontro minha alma morta
E me despeço dos Deuses
Eles não me amam
E você? Sim eu sei, entendo
Deve ter se esquecido, não ou não?
Ah! Fui eu, um fraco e covarde
Suportarei o peso dos tigres menores
Rindo pra mim
Os olhares menores
O abraço da morte
O peso da dor eterna
Pode ser que passe
Eu tentei, não desisti
Acho injusto
Acho que cansei,
Mas não desisto
Te amo mais do que me amo
A única certeza que eu tenho
Do amor dei, reconheço
Apagamos em covardia
Eu mereço, aceito a dor
O zelo que tens contigo
É nosso maior inimigo
Aceito a culpa...
terça-feira, 20 de novembro de 2012
Cinzas
Serei o que deseja pra me ela poder me pendurar no alto daquela forca, sim simplesmente não é nada daquilo do que disse e mesmo assim já não sei mais como tentar não entender.
O que ele queria era somente fazer parte dele, ou daquele, mas o tempo foi nos abandonando e te trazendo de volta para aquele outro não tão simples universo carregado de um sentimento que se esconde atrás de cada outro espaço vazio que a gente completa atravessando a pele, cultivando o veneno em cada gota de sangue que corre nas veias alheias, eu disse que não era nada, dissemos ser tudo e então caminhamos, não era de manha, nem tarde muito menos noite ou madrugada, então escolhi a cor do dia, das nuvens e do céu, nada desabou sobre você, uma pena que tive de mim mesmo por não poder mais me suportar, nem ouvir mais aquela indiferença, que me colocava no alto de cada penhasco que nunca consegui alcançar, desentendido e entediado.
Abri a garrafa, dei dois goles o gosto não era o mesmo, a bebida já nem sabia mais qual era, acendi um, dois, vinte cigarros, as cinzas pelo chão pareciam partes de um corpo desconexo conectado ao meu, eu tomava aquelas cinzas como parte do que não aconteceu, eram minhas cinzas, só minhas e de mais ninguém, minha única companhia, alem do copo e o cinzeiro vazio...
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