Translate

domingo, 14 de julho de 2013

Crematório


Decretório enfim tomado
Entre minhas calúnias esfaimadas
Alastrou-se o sentido bastardo
Do afago derradeiro, desmiolado.

Ali adentrando a coagulação
De minhas flamulas e insignias
Restrinjo o minuto 
Em que me toma a consciência.

Se acaso a chaga coaretar cada lagrima
Seca espessa e desorientada
Espero que nesta noite
Um dos olhos caia e se vire para mim.

Sem muito poder falar, cada palavra do que digo
É simplesmente cada gesto atrofiado,
Engulo o termo em que me afogo
Sei muito sobre o nada.

Sei muito sobre o nada 
Muito sei sobre o nada
Muito o nada sabe
Não sei nada sobre o nada.

Cemitério

Seu brinquedo quebrou,
O brinquedo quebrou-se
Quebraste-ei em silêncio,
A noite em minha vigília.

Espera-te o que eu guardo,
Espera-me o que devolvo
Em desalinho cada minuto roubado,
Não vale a pena.

Malditas foram estas as tuas palavras,
Não vale a pena,
Não vale a pena,
Malditas foram estas as tuas palavras.

Não vale a pena?
A chaga, a branda pena
A culpa cura, a vaidade,
Do que teve.

Do que tens o ego fundido e crucificado,
No alto escalão do meu peito podre
Diferenciou a pena da culpa,
A dor em calmas chamas.

Se apenas vale a pena culpa,
Do que valeu em paz,
Do que guardar no cofre,
Da alma que mente e brinca?

Se a pena chaga a podridão do que sou
Eu fui o que não mais serei
Pra dizer te-ei um dia também
Não vale a pena.

Malditas foram estas as tuas palavras,
Me feriram mais do que qualquer,
Acido ou soda caustica banhando-me o corpo
Invalido e putrefata pele a mente calou-se.

Em sorrisos invadindo a floresta de minha alma,
Em carbone e apodrecimento alimentando cada minuto de dor,
Em que me destes de presente em pele,
Saliva, mucosas e olhares, sentimentos e sussurros.

Assim temos ao que cada letra destas que estas palavras me causou
Não vale a pena,
Não vale a pena,
Malditas estas foram as tuas palavras.

Que sangram agora eternamente em minha morte,
Se em ressurreição eu me lembrar,
Não esquecerei do que vale a pena,
Pra um dia minha alma adoecida dizer te-ei também.

Não vale a pena,
Não vale a pena,
Malditas estas as tuas palavras,
Malditas estas as tuas palavras.

Que agora atormentam e ferem a alma adoecida,
Do instrumento descartável e perecível,
Calou-me a alma inconsequente
Conectando-me a desfalecer,
Falecimento.

A musica morre na tumba,
No cemitério de minha ilusões momentâneas,
Calo-me em alma e resignação,
Não esperavas este, não vale a pena.

Malditas estas foram as tuas palavras
Que me feriram, cegando-me mais que o cego alarde,
Quebrando os espinhos das rosas maculadas,
Matando as flores mortas no meu peito.

Branda assim a chuva carrega então
Levemente as tuas mentiras
Brincando eu de cabra cega
Subestimei sim, como eu subestimei.

Enfiei o assim o amor no retro,
Vomitando cada pétala pelos poros,
Fazendo dos pelos, pernas o desassossego,
Morrendo assim em um minuto o que dei a ti para eternidade.




Pálpebras

Mastigarias a carne leprosa,
Beberia soda cáustica,
Morderia uma tumba?
Ou chuparia um cadáver?

Na linguá que transmuta de si para si,
A absolvição passageira é termo de culpa,
Abreviatura do nome gravado no termômetro
Brando e litorâneo, canal do descaso.

Extremo liquido que esvai,
Pingando água e óleos de cor rebuscada,
Respiro o respingo do que resta ainda perder,
Perdoando cada hipocondríaco pensamento.

Explicito penso no espesso diluvio,
Calamitoso o viril alarde,
Não dobrei as pernas
Cauterizei as pálpebras.

De muito cego me pergunto,
Entornando a pele em cristo
Sufoco a cruz em queda,
Mastigo os planos torpes.

Externo interno câncer
Petrifico a espirito dolente
Em brancas negras duvidas,
Extravio em certezas.

Se eu pudesse engoliria fogo,
Mastigaria a água, o vidro a pena,
Abençoaria enfim a química do sangue
Estupidificando o calmo golpe.

Alerto o alarde em cena
Juiz do extremo norte
Débil cura ingenua
Agonia translúcida, esconda.





Sempre as Reticências...

Ludibibriando as nuvens no céu cinza
Vejo a alma azul pular pela minha janela
Defronte a esquina em estupida partida
Desloquei os ossos para o infinito.

Despetalei flores sem pétalas,
Sem água, seca e negra
Sufocando a transfusão,
Apodreceu em minhas mão, entreguei-te ao fogo.

Despedindo-me da alma sem cura
O espectro salvador de minhas dores
Transmutou-me em verme
Bactérias extraídas da  pele.

Lepra definindo as partes que restaram
No hospital sadio de almas
Os que bailava em alegria
Mentiam mais do  que minha sanguinárias verdades.

Cada culpa em que me invade
Invaso em pedaços de papel
Noticias de jornais antigas
E eventos virtuais, sociais, anti-sociais.

Na verdade dos que esperam o alimento na boca
Perdem-se os dentes nas gengivas cortadas
O furo que vejo na estória
A verdade que em luta me esconde.

Sobressaindo um desatino
Para a glória, o derrotado banha-se em merda,
Do que eu acredito?
Nem um pingo no i de cada letra perdida nas palavras não ditas.

Do amor que enfia-me na alma como ferro em brasa,
Tatuando em minha vida a ferro quente
Forje escapa, e ri, feliz,
A morte me darás, o presente.

Dizendo em curtas palavras o que repetes,
Alguém que o diz ou me diga,
Extraviando a calma e a verdade,
A mentira que sou é a merda que carrego em minha fralda.

Se diz o que tenho é pureza,
Na Infiel desgraça de minha culpa
Culpa-me pelo "medo" então
Se escapas em branda interna chaga.

Queimo o peito e cravo os dentes,
Escuto com calma o tormento,
Dolente a doença me busca,
E vejo teu sorriso me dizendo toda e qualquer palavra.

Em minutos esquecidos onde desdobra-me
Espera o tempo, premeditando a partida,
A minha?
Em morte enferma, darei a nós!

Se me contento com esta dor?
Em linhas torpes entorpeço toda e qualquer verdade,
Engulo o choro, pendurado ali na lamina de tua foice 
Assim vou, com a pureza que me deu, a morte chegara.


Antes do depois o começo,
Sem um fim...



Sintomas gastrintestinais e manifestações neurovegetativas.

Secura da boca, sudorese, vasodilatação, calafrios, hipersensibilidade,
Erupções da pele, reação alérgica grave, síndrome serotonérgica,
Fotossensibilidade, diarréia, náusea, vômito, disfagia, dispepsia, alteração do paladar,
Tremor/movimento anormal, ataxia, mioclonia, tremor, falta ou perda do apetite.

Incluindo anorexia e perda de peso, palpitação, ansiedade, nervosismo, inquietação psicomotora,
Vertigem, fadiga, sonolência, astenia, alteração de concentração ou raciocínio,
Reação maníaca, sonhos anormais, insônia, convulsões, bocejo, alopécia, midríase,
Incontinência urinária, disúria, priapismo, ereção prolongada, diminuição do desejo sexual,
Ausência ou atraso na ejaculação, anorgasmia, impotência.

Estimulação, agitação, dificuldades de concentração, confusão, alucinações, prurido,
Incontinência ou retenção urinária, alterações da libido e irregularidades menstruais.
Aturdimento, visão turva, distúrbios de coordenação,
Sintomas gastrintestinais e manifestações neurovegetativas.

Diarréia persistente, vômitos, náuseas severas e persistentes,
Visão prejudicada, fraqueza generalizada, dificuldade para andar, pulso irregular,
Tremores intensos, caimbras, grande desconforto, tontura acentuada, sudorese de pés e pernas.
Irritabilidade, hostilidade, despersonalização, anorexia, náuseas, vômitos, dor abdominal.

Constipação, erupções cutâneas, prurido, sudorese, urticária, angioedema, dispnéia,
Artralgia, mialgia, zumbido, distúrbios visuais e alterações do paladar, insônia, tremor,
Dor de cabeça, tontura, agitação, ansiedade, boca seca, febre, dor torácica, astenia,
Taquicardia, vasodilatação, hipotensão postural, elevação da pressão arterial.

Fogacho, síncope, convulsões, distúrbios de concentração, depressão, alucinações.
Tremor, rigidez, hipersalivação, bradicinesia, acatisia, distonia aguda, insônia,
Inquietação, ansiedade, agitação, sonolência, euforia, depressão, cefaléia, confusão,
Vertigem, exacerbação de sintomas psicóticos, incluindo alucinações.

Anorexia, constipação, diarréia, dispepsia, náusea, vômito, hiperprolactinemia com galactorréia,
Ingurgitamento mamário, irregularidades menstruais, ginecomastia, impotência,
Hiperglicemia, hipoglicemia, mastalgia, aumento da libido,
Edema periférico, taquicardia, hipotensão, visão turva, boca seca.

Retenção urinária, priapismo, disfunção erétil, edema periférico, hipersudorese, diaforese, hipersalivação e pirose.
Sonolência, embotamento emocional, atenção prejudicada, cansaço, dor de cabeça, tontura,
Fraqueza muscular, ataxia, visão dupla, amnésia, inquietação, agitação, irritabilidade,
Agressividade.sonolência, movimentos anormais dos olhos, perda da voz.

Movimentos dos braços e pernas, coma, visão dupla, dificuldade para falar,
Aparência de “olho-vítreo”, dor de cabeça, fraqueza muscular, depressão respiratória,
Fala mal articulada, tremor, vertigem, perda do equilíbrio, coordenação anormal,
Sensação de cabeça leve, letargia, formigamento, alteração da sensibilidade nas extremidades.

Sintomas de abstinência, convulsões, psicoses, alucinações, distúrbio comportamental,
Tremor, câimbras musculares,
Distúrbios epilépticos antipsicóticos, ansiolíticos, sedativos, antidepressivos,
Hipnóticos, anticonvulsivantes, analgésicos narcóticos, anestésicos,
Anti-histamínicos sedativos.

Fadiga, sonolência, fraqueza muscular, ataxia, confusão mental, constipação,
Depressão, diplopia, disartria, distúrbios gastrointestinais, cefaléia, hipotensão,
Incontinência urinária, aumento ou diminuição da libido, náusea,
Secura na boca, hipersalivação, reações cutâneas, dislalia, tremor, retenção urinária.

Tonteira, visão turva, amnésia, inquietude, agitação, irritabilidade,
Agressividade, ilusão, raiva, pesadelos, alucinações, psicoses, comportamento inapropriado.


Simplesmente simples cada passo, 
Um desalinho dentro da mente torpe 
O que entope as veias de fato,
Oxigena o cérebro putrefato, psicose,
Adoecido e dormente, sentindo, não sinto,
A calma a dor a cura, desalinho.

Entrego-me assim a psicose de fato,
Nas vias da insanidade mato
Consumindo as despesas, o ato infinito
Da loucura, na despensa da alma.




Religiosos Underground (Moralidade e Nobreza)

Redobre o dobro e divida,
Adição de morte em vida,
Desdobramento de dobras invisíveis
Mais do que o menos, atrocidade alérgica.

Desdobre a mente e os cabelos,
Enrole envolto a voltas,
Gire dobre e desdobre
Envolto a volta curva.

Curve-se a noite
Abstraindo o dia,
Aplique o sulfato doentio
Na pele do destino.

Desatino eclodindo,
Desalinho em roupas jogadas
Sem um vento destruía a chuva
Mais do que mais, menos é visível.

Destrua, construa, esqueça,
Lembre a noite em musica,
Musica morre em silencio
Poemas que mentem em decibéis surdos.

Ensurdeça a linha a culpa,
Entorpeça a calma em doença.
Infeccione a verdade em mentira
Cale a linha em forca.

Força, fraqueza em natureza,
Natureza cinza e negra
O verde morre em vida,
Drogue-se em morte viva.

Ferimentos aristocratas,
Religiosos do underground
Múmias podres cansadas,
Leito em palcos plácidos caídos.

Moralistas, moral ou mentiras,
Verdades?
Moralismo repentino?
Diferença.

Dias e dias, tudo é nada
Quando se mente em piada,
O idiota não esquece
Forçado a força, instalação de forca.

Repetições do passado
Alienações do futuro
A morte morre e vive,
Deus e demônio.

A moral é relativa,
A verdade é negativa
A dias, fazem dias ou anos?
Esquece?
Fácil, sempre mas nunca é.

Não dizem por não dizer,
Felizes abençoaram a castração
O menino caído morreu ai dentro,
Você que esquece rápido.

Enquanto a lembrança permanece
Vive anda, enquanto minhas pernas quebram
E amarro os braços,
Corto os dedos.

Toco fogo em meu corpo.


Declinio

Subindo degrau por degrau em um extinto  declínio,
Obstrui todos os inquilinos de minha desgraça,
Se você esconde os espaços dentro de cada vazio,
Retrospecto de tuas alienações momentâneas.

Cada duvida em leito é uma maternidade retrograda.
Se em cada hospício eu me ver em deletério.
Não diga qualquer palavra que realmente não acredita
Cada verdade é um termo requerido em mentira.

Vista a tua pele de anjo e rasgue minhas asas,
Cada pena é uma pena que queima,
Verniz, cola, ou tinta guache,
Entorpeço cada linha ténue de endorfina.

Cada dor calamitosa esconde um amor morto,
Tratamento infecções mucosas, pele e pelos
Na parte inferior da orelha, furúnculos
Lesões com pus, queimaduras ferimentos cortes.

Adormeça meu cadeado em volta de tua cintura
Sentimento castrado alienando os sentidos,
Cale em volta das correntes quebradas,
O espectro baila em volta do fogo.

Estropiado, andando caindo na sarjeta,
Alimento cada alimento morto
Mastigo as peles podres dos gambas feridos,
Sorrisos? As multidões adoram.

Comemore, seu dia mais feliz
É a infelicidade do outro,
Ficou la pra trás,
Adoecido, ferido, extremamente destruído.

Enquanto sorri andando em passos atrofiados
Nesta triste dança do adeus
Deus, você que se perdeu,
Perdurou.

Calando cada parte de alma morta,
Afogou-se em um balde de merda,
Umbral,  macumba, inferno e céu
Obedeça os conselhos, sele a culpa.

Tenha um termo de vida no concerto da morte,
Estremeça enquanto a vida morre,
Adormeça no frio, queime as feridas.

Sim!!! Não dormiu de novo.