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quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Pele Deserta


Empreste o prazer que eu te devo
Navegando em veias no verão do deserto
Sei que ainda devo prestar contas
Mesmo sabendo que nunca vou paga-las
Apagar - me em memória de outros
Sempre que venderem ilusão aos mesmos.

Afoga - te neste mar vazio
O circulo dos crucificados
Dando voltas em meu pescoço
Amarrando minhas veias em volta do céu
Assim me fiz incompleto
Desenhei teu rosto no grito alheio
Estuprando a culpa que me move para fora deste caminho
Eu me venci perdendo para aquele outro eu
Derrotei todos aqueles dentro de mim
Entre todos aqueles que nunca se foram, não me escolhi.

Mastiguem minha alma envenenada
Para que todos aqueles vomitem minha pele em segredo
Estou a caminho de recompensar - me
Do jeito que eu achar que devo
Não pagarei pela culpa do destino
No descaso da noite em que me bebo
Me alimento do meu próprio corpo
Agonizando dentro do teu.


segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Almas


Mas nem por um decreto eu me veria mais
Seus olhos, minhas chances, a deficiência de cada ser
Já não era mais como o tempo
Que olha através dos espelhos das cidades malditas
Que sangram a cada amanhecer
Que choram por séculos a cada anoitecer
E o sol que brilha escuro queima e congela
Por entre os vales na escuridão o que vemos?
A simples agonia de viver e caminhar sem paz
As paredes do universo a única companhia
A que você nunca teve, dos que você nunca viu e nunca mais vera

Mas nem por um decreto
Meus olhos, tuas chances, a insuficiência de cada ser
Se afogaram dentro do tempo
Que cega o espelho e cobre com um manto de agonia cada amanhecer
Onde vivem os mártires sufocados embriagados de sangue, pele e vinho
E a lua se apaga e se formam outros sonhos dentro de cada um dos que se foram
Entre a luz e as sombras o que vemos afinal?
No fim o mesmo, os muros se fecham enquanto o céu desaba
O único que não pode fazer nada são todos os que vieram até aqui
Quem espera a morte com um brilho negro no olhar
Já nem sabe mais quem foi, quem ainda é
Não pode mais caminhar as velhas estradas secaram

O decreto divino da guerra e do sangue
Ninguém pode fugir nem por outro decreto
Mas do final não se fara o inicio
E como sempre do contrario
Seremos sempre os únicos derrotados
Para quem ainda sonha a realidade do acordar
Será sempre o mais terrível pesadelo
Dos mais tristes que se escondem
Pela paz surreal do infinito
Os olhos a única parte cega
O corpo a única parte viva
A alma a única parte morta



sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Sem Moral

Eu não pude colocar em prática e sabia o que era possível, pois impossível eu já havia feito, mas preferi esconder meus passos, preferi esconder a estrada por onde eu nunca mais deveria caminhar, mas eu desejei, e dai?
Nós nunca fomos o que nos foi permitido então porque encontrar, querer ter o que não pode ser teu, saber dizer o certo na hora errada se nada é, se nada vem ou volta, se todas as noites dores e delírios daquilo que nada um dia tentou ser o tudo vem a tona, não importa, quando digo pra ser eu é porque não quero mais tentar, e o porque de todas essas dúvidas, dividas  ninguém sabe, nem eu, você muito menos ela, nem o espectro salvador da tua sombra noturna que me trazia alívio me fazendo sentir dor e amar sem pudor algum não me queria mais, e acabamos nos cansando de falar tanto de amor, dor, solidão do passado sem futuro e de tudo que desejávamos ser, viver...
Mensagens positivas? Auto- ajuda? Você quis tanto eu nunca nada, hoje as palavras só ecoam, tentamos nos sentir bem não para poder provar talvez só fugir, fingir mesmo, sentir que algo  que um dia sonhamos poderia existir aqui ou em qualquer outro lugar, a realidade da felicidade foi, é inexistente e um dia tudo volta, e sem me condenar em um único pensamento eu consigo me contradizer milhares de vezes, bipolaridade, tripolaridade, sera?
São infinitos os polos e poros por aqui, ai  ou em todo e qualquer lugar e o que é natural, normal, onde fica, pra onde vai, existe?
Eu tentei fingir, acreditar, não me drogar, não te drogar não morrer nem matar, somente enfim amar, mas o mais é menos quando a gente sonha e ainda dizem aqui dentro, você é somente o que você sempre foi,  o óbvio, o triste o infeliz, o amargurado ladrão de vidas, tentar não faz mais parte, viver sem pudor é como um suicídio lento e solitário, é como vender a alma sangrar fazer sangrar, quem não sangra? Eu vivo a contra-adição de valores faz parte desse todo, desse nada desse sangue, sangro litros por segundo, eu sinto pra não morrer em vão se eu pudesse te contar se eu pudesse me expressar melhor, mas sei bem como é, será sempre tudo em vão, tudo em códigos, números, palavras, sons e sentidos, colocaram cada chance na minha boca, poros, polos, pele e alma pra tentar resgatar aquela tal dignidade, amor-próprio, não deu não era meu vomitei praticamente tudo, sem fim o coração sem alma não pode mais e se cansa sem poder descansar, o desejo alimenta a alma sem o mesmo notar e aquelas outras coisas que eu disse antes eu já esqueci, pra ser mais direto eu nem disse, foi só um sonho teu, meu, de ninguém ...


quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Valium


Apodere-se da minha alma, conceda-me o último desejo...
Alivie-se, escureça-me, receba com o preço da dor
Seu último caminho da primeira partida
Olhe nos olhos e cuspa no espelho
Este era seu caminho, você foi derrotado
O mártir esperava o grito do outro lado
E se transportou e fugiu para o vale
Era o receio, da divida da duvida
E seus olhos brilhavam e me levavam
Busco, te desejo recebo e entrego
Eu não confundo perco da maneira que posso
Te deixo livre me perco te liberto
Ele estará aqui, ai...
Não precisa dizer nada, as almas não falam 
não escolhem agora dormem
Levo, guardo comigo...
Te devolvo em dobro.