Translate

Mostrando postagens com marcador sangue. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sangue. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Oh! Deus?

Caminhe entre as nuvens
Coma teus orgãos genitais
Adoeça sem cura
Abençoe.
Os deuses mentem
Alimente o karma em gaiolas abertas
Emudeça o ar
Engula o vento
Rasgue a pele
Mastigue seus dentes
Cale a bandeira
Enterre-se vivo
Obedeça o delírio
Sua carne podre
Sangra negra em nossas mãos
A única palavra não dita
Nunca pensada antes
Não diria depois
Escureça a noite
Apodreça os dias
Coma pedaços de vidro
E não ame
Não ame
Se arme
Mutile teu irmão
Escureça tua pele
Queime teu amigo
Faça magias negras
Se faça escravo
Alimente-se com fezes
Crie bactérias
Banhe-se com vermes
Contamine as águas
Deixe o doce amargo
Mate o cantor
Abençoe o ditador
Recomece do fim
Beba acido
Não plante flores
Fume mais
Beba mais
Drogue-se mais
Mate os animais
Derrubem as estrelas
E queimem a lua
Queimem a lua
Suicidem-se mais
Beba sangue jovem
E machuque um idoso
Machuque um idoso
Cague nas escrituras divinas
Limpe o cú com o santo sudário
Queimem as igrejas
E matem os pássaros
Matem os pássaros
Deus, mate os seres vivos
E alimente os mortos.
Deus mate os mortos,
Alimentando-os com carne podre,
E viva.
Oh! Deus?
Morra, antes que a vida o mate.





segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Ilhas


Nem sempre as ilhas inconstantes nos desdobram e nos confundem
O abraço materno não se faz mais consciente
Nos desdobramos em mil partes de um deus que já não existe mais
Os seres que vagam para alum lugar do infinito, foram sorrindo em falsa agonia
Agonia desesperada essa, que procura onde não vê e não tem
As partes desdobradas e feitas não podem mais desfazer, o refeito
tao pouco justificar o injustificavel
Por maior que seja a confusão, as ilhas sempre estarão lá
Vagando seguimos, não há uma outra forma de viver.
Vago, espaço e curto.
Curto, espaço e vago
Não encontrariamos nada alem do nosso insólito nada
Em lugar algum
Em um lugar qualquer
A vida sobra e se renova diante da falsa gloria
Abatendo os feridos
Velhos formadores de opinião encaixotaram suas coisas
E mandaram vocês de volta a realidade
Sim essa mesma, eu deveria perguntar?
Sim eu deveria perguntar, embora não haja resposta alguma
Sim, a realidade, inconstante confundindo o abraço materno inconsciente
se esta a vagar por essa gloria talvez não encontre o que tanto procura
E talvez esteja solitário
Ninguém atravessa os céus sem se machucar
Perdão pela morte reconhecida
Eu não estive la, eu nunca mais estarei la
Somente representei o  papel de um figurante amargo
Que nunca esquecera o desnível dessa normalidade incansável e ordinária
O cento do umbigo voltou para abraças o que já se foram
Eu não estarei la ou em lugar algum
As chances medem sua paciência
Até que no limite do acaso premeditado, explode
Sua maquina mecanizada, adestrada
Os miolos estouram e vazam pelos olhos
E te cegam e te abusam
O único culpado  para a miséria dos opostos
É a não compaixão que tem de seus próprios
Mantendo os olhos cercados
Me despeço da serpente que me acolheu
Era dia ou noite, não era nada
Minha um tanto quanto lunática companheira
Não esquecera quem realmente é
pilulas ambulantes vagam nas ruas
E sangue é diversão
Dinheiro é morte
Ausência é vida
E gloria é a ostentação o pilar da mediocridade
Para com os que enfiam a faca e os outros órgãos internos
E cravam no peito até coração sair para fora
Até a tão inesperada absorção dos pulmões
Que de tão contaminados pelo seu amor negro
Repousando em minhas entranhas a século
Até a tão inesperada absorção dos pulmões
Liquidando suas chances de paz em tempos de guerra
A vida secreta  que você esconde dentro de si
Não está mais si, nem aqui
Trocando de líquidos me escondo dentro da minha possível sanguinaria visão
Não adormeço  em coleiras de sangue
Não concentro o espasmo dentro de um buraco que se rotula e se odeiam
Onde não existe mais lugar para as minha perguntas
Registro meus olhares a um ser inevitavelmente desejado
Não era nada daquilo, nunca foi
Espere-me na ultima estação quem sabe se perdendo um dia poderá se encontrar
De tão mediócre se encontra e se perde. de forma que irreconhecivelmente se encontre
bastasse uma pequena veia, uma pequena dose
bastasse um ultimo olhar
e então a serpente, acuada, retorna a sua origem desconhecida
desmerecendo qualquer faca, qualquer coração, qualquer órgão
A sua então, missão, de te ferir, de te injuriar, de te expor.
Já bastaria, nesse caso. sem instrumentos que o fazem
A decisão de despedida, do mundo Nada que vivemos,
faltaria, a presença, faltaria o essencial, o necessário.
Faltaria o nada, propriamente dito com a boca cheia.
De palavras ainda indecifraveis
Recolhendo-se a postura de um enfermo
Abandonado pelos juizes da mais estupida corte
Andaremos e colocaremos nossas escadas pelos palcos da vida e da morte
Somente esperando o movimento contrario do teu desejo ignorado
Deite-se ao meu lado não conseguiras me veras como um vulto
Escondido dentro da tua sombras
Vazia e descartavél culpando em nivel a nível de mote ou vida eterna
Tanto faz assim ou não
Meu ultimo desejo foi o de não desejar nada
Minha ultima chance  eu vi na face de rostos esculpidos em lugares abandonados
E não mais podia ser atraído
Nem roubado
Nem aprisionado em teu carcere nada privado
Agradecendo as almas cansadas junto-me a elas para descansar
Pois abrigo pouco a pouco a morada dos aprisionados
Não serás um vulto sequer
não será a ultima viajem
e nem a primeira
dentro de tanta vida já vivida, não existindo suplicas mortais
e não cabendo ao existencial corpo etéreo
Das correntes impostas, os aprisionados encontram
forma a face e lugar de volta, que
ainda na lembrança possa reconhecer
Onde aquilo tudo começou, e retornar
pro mesmo caminho e caos já conhecido
de que adiantaríamos escadas, se nossos palcos já caíram
incendiados pelo clamor e pedidos urgentes das almas envenenadas
na vida e na morte.
transmutando pra si mesmo o poder de ter poder
através do poder, decaindo sobre seu rosto
suas lagrimas maquiadas, já borradas de tanto ver.


sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Sem Sangue



Cansei deste inferno quero ver pra onde vai o sangue
Abraçar a cura dos mortos sem alma
Que nunca encontram paz na morte em que vivem
Durma em meus braços, toque minha podridão
Abençoe o corpo leproso, lambendo ferida por ferida
Rasgue o bom senso degolado em cada palavra seca de esperança


Cansei deste inferno quero ver até onde vai o céu
Escurecer o leito em que durmo acordando pra não mais voltar
A Lobotomia diária me faz companhia
No avesso da felicidade penduro minha carne pra secar
Canonizando os ventos que desenham fraturas expostas em meus corpos
Amordaço cada um deles, na minha vitrine de vidas desperdiçadas
Tranco, esqueço a chave, deixo sem sangue, sem ração
Destinos traçados pela vingança de um deus doente
Brigam entre eles dentro de mim

Te trouxe uma doença
Ela não tem cura
Então eu dou o que tive de pior
Eles me pagam em palavras 
Escrevem em minha mente com ferro em brasa
Era uma solução sem solução

Cansei deste caminho quero ver por onde a vida morre
Como apaga - la em um destino
Acendo um cigarro no outro
Vejo as nuvens escuras la fora
Não existe mais o que procurar
Eles me pegaram, arrancaram meus olhos
Cortaram meus braços e quebraram tuas pernas
O fogo não queimava o corpo
Fui atirado para longe
Para o único destino encontrado
Enfim, ele já não existe mais





quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Dela


Digno de um sonho impuro
Tomou um calíce das próprias lagrimas
Lagrimas que não eram dele eram do outro
Do olhar mais sincero esperei todo o meu tempo
Por cada minuto perdido do seu sorriso
Chorou sem derramar uma única lagrima
Afastou-se do outro
Abraçando toda nossa dor
E a todo instante que lembrava do meu pedaço de carne e sentimento
Ele fugia para longe onde nem eu mesmo o podia encontrar
Então ele tremia como eu nunca havia sentido antes
Encontrado em meio a um terremoto passional pulou no mar
Um mar que nunca tinha visto antes
Mas já conhecia bem a fundo
Um mar de sangue, dor e luxuria
Ela sentiu-se no direito
Um direito que ele havia roubado, castrado
E os olhares se afogaram em confusão e medo
Não era nada daquilo, não precisava ser
Não encontrou mais um coração dentro dele
Ladrão de mil almas tuas
Então olhou para todas aquelas fotografias
Se esqueceu no fundo de um quarto
Onde nem o mais puro dos sentimentos podia acha-lo
Não abriu a porta lacrou as janelas
Perdeu-se no fundo daquilo que não era dele
Mas sem nenhum esforço como que de costume
Em um instante de lagrimas e poesia
Encontrou-se no fundo daquilo que era teu
Mas também era dela, nosso e delas
Mesmo assim no final de cada gota de pensamento
Ainda continuou a nos procurar



segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Sentido


Mesmo nunca sabendo dos passos alheios
Ele sente quando a alma toma outros rumos
Nós nos perdemos dentro de nossos mundos
Enchendo nossas cabeças de sangue e vinho
Mas de cada alma encontrada me fiz dono
Reparti em mil pedaços cada parte inteira de cada ser
Ninguém nunca pode ver, olhar, enxergar
E sobrepondo tudo minha mente é um mundo
Mas eu não vivo nela, acho que não vivo mais
Não morro mais, não sonho mais
Quem no fim de tudo ainda encontrar algum tempo
Para te fazer perder cada segundo que você nunca teve
Da vida mal corrigida já não se fara mais abrigo
De cada dia de noites em claro
De cada vidro de perfume amargo
De cada gosto nunca sentido
Me faço escravo e me convenço que não sou o único
A parar estático movido pela sombra infiel da vaidade
Da dúvida do sangue tirei meu infiel genocídio
Relaxando a corda e fazendo um nó em publico
Por cada gota de insatisfação destilada
Por cada chance no papel amassado
Por cada vida roubada ou vendida
Por cada mordaça postada em meu peito
Sem abrigo, sem água, sem sangue
Farei este nó em público
Sem razão na razão que nunca tivemos
Afogo a chance, sufoco a paz
Durmo em teu seio
Te mato em meu leito



quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Alivio


O brilho dos olhos
O sangue da alma
O  ouro da dor
A mentira a chance
Esta tudo bem?
Não precisa dizer
Seu espelho se quebrou
E sua mente se foi
E tente te dizer
Tudo em vão
Então recebo o pagamento
E o vício
E a culpa
E a dor
Vou até lá e não era mais o mesmo
Vendo a alma, a tua
Completamente sem sangue
Respiro a água e troco de coração
Afogo o meu delírio
Recebo teu vicio
Exploro os caminhos por implorar por um pouco do teu sangue
Sem entender entendo o que já não é mais possível
Mas sempre será
E o que existe foi apenas arrancado, trocado
O que foi deixado de forma vazia
Agora esta cheio
Nós voltaremos
Até o fundo, até a beira
Até o alto
Levado pela maré

Valium


Apodere-se da minha alma, conceda-me o último desejo...
Alivie-se, escureça-me, receba com o preço da dor
Seu último caminho da primeira partida
Olhe nos olhos e cuspa no espelho
Este era seu caminho, você foi derrotado
O mártir esperava o grito do outro lado
E se transportou e fugiu para o vale
Era o receio, da divida da duvida
E seus olhos brilhavam e me levavam
Busco, te desejo recebo e entrego
Eu não confundo perco da maneira que posso
Te deixo livre me perco te liberto
Ele estará aqui, ai...
Não precisa dizer nada, as almas não falam 
não escolhem agora dormem
Levo, guardo comigo...
Te devolvo em dobro.