Translate

Mostrando postagens com marcador Cabelos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cabelos. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Entre a Lamina e a Forca

Teus olhos negros penetravam a transparência dos meus sentimentos,
Envolto aos teus cabelos, tua pele marcava a minha para sempre
E todos os sentidos foram divididos da pior maneira possível.
Então encontrei meu carrasco, fazendo de minha mente o próprio algoz
Dentro desta nuvem de solidão infinita.

Amarro teus cabelos em volta das minhas mãos e abrome em partes desiguais,
Enquanto o canto de nossas peles nos ensurdecem
Ouço o som da saudade se aproximar.

Casa de espelhos inversos
Nos versos calados na descida da colina,
A falta de minha identidade
Cala qualquer tipo de sentimento,
Vejo meu reflexo verdadeiro,
Mas não mais me cortarei em pedaços.

E por onde passo não vejo mais significância real na realidade...

Coloco teus seios no meu altar de solidões profundas,
Inverto a distância, nesta falta de crença no amor,
Beijome então com a pureza desgraçada que ainda me resta,
Não posso dizer adeus,
Pois não estou mais em lugar algum.



quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Lavagem Nova



Porcos velhos e cansados comem lavagem misturada a sonhos velhos,
Sonhos velhos comem os porcos frustrados misturados a lavagem.
Quem sonha apodrece no limiar da liberdade que sufoca?
Ou liberta–se no seio da solidão amargurante?
É tão triste esta falta de amor, não é?

Masturbe se com a mão alheia
Apagando a ponta de teu cigarro apagado na própria testa.
Teu orgasmo coagulou?
E a paixão que sente é podre de poder podre,
Mantenha a castidade,
Segure o cabresto enquanto pode.

Acaricie no escuro, no carro apertado em movimento,
Caravana vazia, cheia de boas intenções?
Alguém sentiu tuas mãos, vomitando...
O que mais tem de liberdade ai?
O que mais tem de podre aí dentro?
Conte mais para nós, para todos...

Apagando a memoria cega
Saibam todos, você goza com a mão alheia!
Sua tela pinga esperma seco,
Abaixo a flacidez de tua alma o que sente?
Não perca se tanto, isto te corrói,
Sinta se livre para odiar,
Nós amamos também.


Solução = vazio.



Indignos sentidos presos em asas livres Flores e espinhos obviam o contexto masturbado O sentimento reverso subdividido e forjado, atrofiado. Ignorar o sentido quando lhe convém, Atracando me as almas do além, Valer ou não valer o tempo perdido, ganhado? Esquivam-se sobre minha alma, alguns estranhos fatídicos. Espadas da coragem escondidas à espreita Atras da porta aberta, tranco-me em indecência, Sumiço momentâneo na procura doentia, a falta. Amores jogados fora, para dentro da vulva, rebeldia interna, Externa em brutos sentidos, inalterados goles de histeria. Crise existencial, inexistência de perda. Tristeza. Sentir as dores físicas entre chicotadas de drogas e remédios. Mau mesmo é sentir na alma, negando o dote dado no carro em movimento, Esquivando-me da tua lamina muscular que o cérebro não comanda, mas deveria, Em busca do meu sexo, tuas teorias não preencherão minha vagina vazia. A alma sente dor, não se compra, não tem preço, sim valor, Um buraco no escuro, o vazio. A alma sente dor.
Acreditar em partes é não saber mais nada. A alma é simples. Assim como uma equação com raízes negativas, Sem solução. Solução = vazio. Não há resolução. Não há remédios, Pra alma em colapso. A matéria em dor? Inevitável. Apalpo em mim então o universo em minhas carnes, Negando em mim o papo da mesa ao lado, O inverso sempre é acompanhante de insanidade e desrespeito. Segure o cetro de tua glória mumificada, respire, vire-se introduza, No lado de dentro bem la no fundo onde desejas colocar, Sem saliva a seco, precisa de ajuda? Eu introduzo em ti, um pedaço, o teu inteiro! Não doeria em mim, se fosse em ti, Nem um terço das palavras entre um gole e outro, Entre um passo e outro.
Um machucado uma ferida, que eu já havia cicatrizado Abriu-se notavelmente, a alma, o buraco, o vazio... o abismo Ambiguidade infernal essa que me traz e eu faço, Das traças amigas fiéis companheiras de minha viagem, Falhas nas demonstrações de afeto, vícios literários Orgulho feminino intacto, o que de mal? Projeteis de corpos jogados contra a parede. Alinhando o meu de maneira desconexa, Fazendo-me o corpo em decomposição Decomposto viral de sobras inquilinas de tuas vaidades, Verdades? Não, eu não preciso, Gozo imposto por manipular a manipulação, Marionete do tempo e da personalidade. Bipolaridade ? O meu amor não merece teu endereço, Como o teu pau, e não mereces minha vagina. Sobressaindo dos teus delírios que me acompanham no ônibus lotado, Ou envolta a neblina do caminho de volta pra casa na madrugada, Não serei tua oferenda, não se ofenda, eu me defendo, Das palavras mordazes ditas ao pé do ouvido, Balbuciando o que achas ser correto, o que achas de todas "eus" Espero que morras entalado com tua língua em minha garganta, Ricocheteando os olhares depravados, não entrego os meus Que também são dignos de culpa, avarias, escarros e escárnios.
Puritana? Quem? Eu? Não faça-me vomitar em tuas moléstias, No oblíquo caminho de volta prefiro ficar sozinha Em meio ao meus goles de cansaço, Em minha dança você não cabe.

Homenagem a minha poetisa preferida, agradeço por ter ajudado a nós.


terça-feira, 27 de agosto de 2013

Seios Virgens

Sincera agonia, aqui nem em morte transvia,
Deus, amordaçame e calate,
Divino anjo de satanás, sugira nos então a paz,
Buscaste tanto no homicídio nosso de cada dia
A límpida clareza da guerra.
Sufoca me mulher insana e maculada
Inflamame a alma afogame em teu seio virginal,
Medo não te atreveras em teu maior plano singular
Delirante, mais uma vez a me afrontar,
Morra, oh deus da desgraça que busca em mim
Um comparsa, deixas te somente em meu leito
Teus gritos insanos que buscam no inferno
A mais sinuosa paz.


terça-feira, 13 de agosto de 2013

Pequenino Nada

Sou um pequenino demônio,
Buscando paz no inferno,
O céu nunca me atraiu,
Assim como a busca dele.

Sou um pequenino demônio ,
Entornando um galão de gasolina sobre o corpo,
Queimando mesmo antes da primeira faisca,
Apagando o fogo do nascimento de Deus na carne.

Sou um pequenino demônio,
Atravessando as ruas na nevasca deste caldeirão,
Calculando os espaços vazios num pequeno trecho,
Desconhecido e nunca compartilhado.

Sou um pequenino demônio,
Calado na sarjeta onde o vomito escorre,
Na beira de um abismo de imposições,
Costurando os lábios em volta do silêncio barulhento.

Sou um pequenino demônio,
Deitado na cama dos céus,
Sufocando um Deus cadavérico e insolente,
Transpondo sua imagem e perfeição.

Nesta carta dolente e impaciente
Doente atravesso o espesso canal do rio vadio
Gozo a eterna loucura do seres extra terrestres
Completando o atraso de cada dor em dor.

Calejado então, defeco na face de minha paciência,
Sai para roubar vagalumes ,
Saio para colher flores,
Saio para foder enfim, com a vida.

Esta maldita assanhada que insiste em me foder,
Não desdobrarei sequer mais um segundo de minha consciência,
Pois sou um pequenino demônio,
Prontificado para gozar na boca de Deus.


domingo, 14 de julho de 2013

Sempre as Reticências...

Ludibibriando as nuvens no céu cinza
Vejo a alma azul pular pela minha janela
Defronte a esquina em estupida partida
Desloquei os ossos para o infinito.

Despetalei flores sem pétalas,
Sem água, seca e negra
Sufocando a transfusão,
Apodreceu em minhas mão, entreguei-te ao fogo.

Despedindo-me da alma sem cura
O espectro salvador de minhas dores
Transmutou-me em verme
Bactérias extraídas da  pele.

Lepra definindo as partes que restaram
No hospital sadio de almas
Os que bailava em alegria
Mentiam mais do  que minha sanguinárias verdades.

Cada culpa em que me invade
Invaso em pedaços de papel
Noticias de jornais antigas
E eventos virtuais, sociais, anti-sociais.

Na verdade dos que esperam o alimento na boca
Perdem-se os dentes nas gengivas cortadas
O furo que vejo na estória
A verdade que em luta me esconde.

Sobressaindo um desatino
Para a glória, o derrotado banha-se em merda,
Do que eu acredito?
Nem um pingo no i de cada letra perdida nas palavras não ditas.

Do amor que enfia-me na alma como ferro em brasa,
Tatuando em minha vida a ferro quente
Forje escapa, e ri, feliz,
A morte me darás, o presente.

Dizendo em curtas palavras o que repetes,
Alguém que o diz ou me diga,
Extraviando a calma e a verdade,
A mentira que sou é a merda que carrego em minha fralda.

Se diz o que tenho é pureza,
Na Infiel desgraça de minha culpa
Culpa-me pelo "medo" então
Se escapas em branda interna chaga.

Queimo o peito e cravo os dentes,
Escuto com calma o tormento,
Dolente a doença me busca,
E vejo teu sorriso me dizendo toda e qualquer palavra.

Em minutos esquecidos onde desdobra-me
Espera o tempo, premeditando a partida,
A minha?
Em morte enferma, darei a nós!

Se me contento com esta dor?
Em linhas torpes entorpeço toda e qualquer verdade,
Engulo o choro, pendurado ali na lamina de tua foice 
Assim vou, com a pureza que me deu, a morte chegara.


Antes do depois o começo,
Sem um fim...



Religiosos Underground (Moralidade e Nobreza)

Redobre o dobro e divida,
Adição de morte em vida,
Desdobramento de dobras invisíveis
Mais do que o menos, atrocidade alérgica.

Desdobre a mente e os cabelos,
Enrole envolto a voltas,
Gire dobre e desdobre
Envolto a volta curva.

Curve-se a noite
Abstraindo o dia,
Aplique o sulfato doentio
Na pele do destino.

Desatino eclodindo,
Desalinho em roupas jogadas
Sem um vento destruía a chuva
Mais do que mais, menos é visível.

Destrua, construa, esqueça,
Lembre a noite em musica,
Musica morre em silencio
Poemas que mentem em decibéis surdos.

Ensurdeça a linha a culpa,
Entorpeça a calma em doença.
Infeccione a verdade em mentira
Cale a linha em forca.

Força, fraqueza em natureza,
Natureza cinza e negra
O verde morre em vida,
Drogue-se em morte viva.

Ferimentos aristocratas,
Religiosos do underground
Múmias podres cansadas,
Leito em palcos plácidos caídos.

Moralistas, moral ou mentiras,
Verdades?
Moralismo repentino?
Diferença.

Dias e dias, tudo é nada
Quando se mente em piada,
O idiota não esquece
Forçado a força, instalação de forca.

Repetições do passado
Alienações do futuro
A morte morre e vive,
Deus e demônio.

A moral é relativa,
A verdade é negativa
A dias, fazem dias ou anos?
Esquece?
Fácil, sempre mas nunca é.

Não dizem por não dizer,
Felizes abençoaram a castração
O menino caído morreu ai dentro,
Você que esquece rápido.

Enquanto a lembrança permanece
Vive anda, enquanto minhas pernas quebram
E amarro os braços,
Corto os dedos.

Toco fogo em meu corpo.


segunda-feira, 3 de junho de 2013

Cabelos

Fios que caem bruscamente,
Sem dizer o porque,
Somente pra falar-me depois.
Explicitando os olhos que os encontram,
Escondidos entre as frestas das vestes que restaram,
Não dizem, somente expressam, perdem-se as mechas,
Dentro da alvorada em que o coração sente,
Diluvio, entre as partes que lembram e relembram.
E quando abro a janela pela manha
A luz calma e pouca que entra em meio a poeira
Somente observo,
A mente é que fala e sente.
Pelas frestas da portas antigas, chega o vento
Árduo espalhando-os pela casa pequenina mas ainda aquecida
Fios que esperam por cair novamente dizendo palavra por palavra
Entre as mãos que o tocaram, tocam-se, encontrando-os novamente
Fios que se movem se soltam e se prendem,
Visitando uma ingenuidade agora presente na mente que toca
A ausência de perigo demonstram o que realmente são
Fios que tocam a pele, mechas que colorem o dia
Nublado, frio e cinza,
Relato em cada fio o que espero acontecer
Crescer, cair, perder, encontrar
Cada fio, uma palavra
Cada fio tua presença
Na ausência adquirida por eles
Encontro tua presença digna deste poema
Tu és, não só cabelos, mas contaria fio a fio
Pra que eu sempre me lembre de cada momento
Eles caem e crescem para cair denovo
Esperando sempre encontra-los
Fio a fio, nunca serão só cabelos,
Nunca serão somente cabelos.