Translate

Mostrando postagens com marcador Canino.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Canino.. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Entre a Lamina e a Forca

Teus olhos negros penetravam a transparência dos meus sentimentos,
Envolto aos teus cabelos, tua pele marcava a minha para sempre
E todos os sentidos foram divididos da pior maneira possível.
Então encontrei meu carrasco, fazendo de minha mente o próprio algoz
Dentro desta nuvem de solidão infinita.

Amarro teus cabelos em volta das minhas mãos e abrome em partes desiguais,
Enquanto o canto de nossas peles nos ensurdecem
Ouço o som da saudade se aproximar.

Casa de espelhos inversos
Nos versos calados na descida da colina,
A falta de minha identidade
Cala qualquer tipo de sentimento,
Vejo meu reflexo verdadeiro,
Mas não mais me cortarei em pedaços.

E por onde passo não vejo mais significância real na realidade...

Coloco teus seios no meu altar de solidões profundas,
Inverto a distância, nesta falta de crença no amor,
Beijome então com a pureza desgraçada que ainda me resta,
Não posso dizer adeus,
Pois não estou mais em lugar algum.



quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Sobrenome

Pólvora e poder, molhados em água seca e fria.
Algas marinhas,
Unicórnios amestrados,
Postos, repostos, entrepostos,
Vigílias, apague as velas da tua alma.
Tua cabeça foi arrancada, apagada...
Então acenda a ira em volta do teu corpo mutilado
Ressurreição,
Sete dias?
Quebre a coroa, antes que sua cabeça caia.
Os cavaleiros irão chuta-la com espadas cegas,
Marcarão teu corpo com os sinais do tempo
Em que não teve tempo para fugir.


Sou o garoto que morreu sentado em frente a tua cela, cabelos enveredados na videira da morte, completando os quebras cabeças com peças de porcelana quebradas, apóstrofe incendiando os espectros iluminados, apagando cada cereja podre em cima deste pedaço de bolo enlameado, auto inflama, retrospectos inaudíveis lançando chamas, cavalos cegos, soldados machucados nas florestas do destino, soldam os corpos com pedaços de vidro.

Entre o Sono

Enquanto eu tocava teu corpo, a vida me cobria de morte
Todas as línguas entrelaçadas em forma de serpente
O rei morto suspira em declínio, suplicas,
A noite os soldados jogam cartas
E bebem do próprio sangue.
Correndo todas as manhas seguintes para caçar os sonâmbulos.

As mulheres morrem todas as tardes antes do jantar
Agarram se a elas mesmas com com as unhas arranhadas
E os sonhos de tão enferrujados derramam as nuvens do céu
Abaixo dos pés.

Todos os anjos estão mortos
A juventude de tão cansada somente caminha
Pelas estradas do nada.

Eu nunca estive certo
E qualquer palavra esquecida
Não será, nunca lembrada por alguém
Nós nunca soubemos como dizer
Entre uma explicação
Em ruínas as lágrimas choram
Pela eternidade.

Toda juventude morreu
E os anjos de tão mortos, caminham,
Caminham sem pernas pelas florestas da noite.

Eles me fazem favores
Rasgam minha pele
Estivemos contaminados por anos
Por todo e qualquer tipo de beleza
E quando o frio da realidade nos tocava
Adormeciam então, os sonhos cansados.



Face

Eu sou a véspera do sangue
Antecipando o corte na face.

A faca atrofia no peito,
Maldito divisor de palavras.

A mente que escapa aos dentes,
Figurando aos que passam...
Os olhares da desgraça.