Digno de um sonho impuro tomou um calice das próprias lagrimas, lagrimas que não eram dele eram do outro.
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quarta-feira, 23 de outubro de 2013
terça-feira, 13 de agosto de 2013
Pequenino Nada
Sou um pequenino demônio,
Buscando paz no inferno,
O céu nunca me atraiu,
Assim como a busca dele.
Sou um pequenino demônio ,
Entornando um galão de gasolina sobre o corpo,
Queimando mesmo antes da primeira faisca,
Apagando o fogo do nascimento de Deus na carne.
Sou um pequenino demônio,
Atravessando as ruas na nevasca deste caldeirão,
Calculando os espaços vazios num pequeno trecho,
Desconhecido e nunca compartilhado.
Sou um pequenino demônio,
Calado na sarjeta onde o vomito escorre,
Na beira de um abismo de imposições,
Costurando os lábios em volta do silêncio barulhento.
Sou um pequenino demônio,
Deitado na cama dos céus,
Sufocando um Deus cadavérico e insolente,
Transpondo sua imagem e perfeição.
Nesta carta dolente e impaciente
Doente atravesso o espesso canal do rio vadio
Gozo a eterna loucura do seres extra terrestres
Completando o atraso de cada dor em dor.
Calejado então, defeco na face de minha paciência,
Sai para roubar vagalumes ,
Saio para colher flores,
Saio para foder enfim, com a vida.
Esta maldita assanhada que insiste em me foder,
Não desdobrarei sequer mais um segundo de minha consciência,
Pois sou um pequenino demônio,
Prontificado para gozar na boca de Deus.
Buscando paz no inferno,
O céu nunca me atraiu,
Assim como a busca dele.
Sou um pequenino demônio ,
Entornando um galão de gasolina sobre o corpo,
Queimando mesmo antes da primeira faisca,
Apagando o fogo do nascimento de Deus na carne.
Sou um pequenino demônio,
Atravessando as ruas na nevasca deste caldeirão,
Calculando os espaços vazios num pequeno trecho,
Desconhecido e nunca compartilhado.
Sou um pequenino demônio,
Calado na sarjeta onde o vomito escorre,
Na beira de um abismo de imposições,
Costurando os lábios em volta do silêncio barulhento.
Sou um pequenino demônio,
Deitado na cama dos céus,
Sufocando um Deus cadavérico e insolente,
Transpondo sua imagem e perfeição.
Nesta carta dolente e impaciente
Doente atravesso o espesso canal do rio vadio
Gozo a eterna loucura do seres extra terrestres
Completando o atraso de cada dor em dor.
Calejado então, defeco na face de minha paciência,
Sai para roubar vagalumes ,
Saio para colher flores,
Saio para foder enfim, com a vida.
Esta maldita assanhada que insiste em me foder,
Não desdobrarei sequer mais um segundo de minha consciência,
Pois sou um pequenino demônio,
Prontificado para gozar na boca de Deus.
domingo, 14 de julho de 2013
Cemitério
Seu
brinquedo quebrou,
O
brinquedo quebrou-se
Quebraste-ei
em silêncio,
A noite
em minha vigília.
Espera-te
o que eu guardo,
Espera-me
o que devolvo
Em
desalinho cada minuto roubado,
Não vale
a pena.
Malditas
foram estas as tuas palavras,
Não vale
a pena,
Não vale
a pena,
Malditas
foram estas as tuas palavras.
Não vale
a pena?
A chaga,
a branda pena
A culpa
cura, a vaidade,
Do que
teve.
Do que
tens o ego fundido e crucificado,
No alto
escalão do meu peito podre
Diferenciou
a pena da culpa,
A dor em
calmas chamas.
Se apenas
vale a pena culpa,
Do que
valeu em paz,
Do que
guardar no cofre,
Da alma
que mente e brinca?
Se a pena
chaga a podridão do que sou
Eu fui o
que não mais serei
Pra
dizer te-ei um dia também
Não vale
a pena.
Malditas
foram estas as tuas palavras,
Me
feriram mais do que qualquer,
Acido ou
soda caustica banhando-me o corpo
Invalido
e putrefata pele a mente calou-se.
Em
sorrisos invadindo a floresta de minha alma,
Em carbone
e apodrecimento alimentando cada minuto de dor,
Em que me
destes de presente em pele,
Saliva,
mucosas e olhares, sentimentos e sussurros.
Assim
temos ao que cada letra destas que estas palavras me causou
Não vale
a pena,
Não vale
a pena,
Malditas
estas foram as tuas palavras.
Que
sangram agora eternamente em minha morte,
Se em ressurreição eu me lembrar,
Não
esquecerei do que vale a pena,
Pra um
dia minha alma adoecida dizer te-ei também.
Não vale
a pena,
Não vale
a pena,
Malditas
estas as tuas palavras,
Malditas
estas as tuas palavras.
Que agora
atormentam e ferem a alma adoecida,
Do
instrumento descartável e perecível,
Calou-me a
alma inconsequente
Conectando-me
a desfalecer,
Falecimento.
A musica
morre na tumba,
No
cemitério de minha ilusões momentâneas,
Calo-me
em alma e resignação,
Não
esperavas este, não vale a pena.
Malditas
estas foram as tuas palavras
Que me
feriram, cegando-me mais que o cego alarde,
Quebrando
os espinhos das rosas maculadas,
Matando
as flores mortas no meu peito.
Branda
assim a chuva carrega então
Levemente
as tuas mentiras
Brincando
eu de cabra cega
Subestimei
sim, como eu subestimei.
Enfiei o
assim o amor no retro,
Vomitando
cada pétala pelos poros,
Fazendo
dos pelos, pernas o desassossego,
Morrendo
assim em um minuto o que dei a ti para eternidade.
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Declinio
Subindo
degrau por degrau em um extinto declínio,
Obstrui
todos os inquilinos de minha desgraça,
Se você
esconde os espaços dentro de cada vazio,
Retrospecto
de tuas alienações momentâneas.
Cada
duvida em leito é uma maternidade retrograda.
Se em
cada hospício eu me ver em deletério.
Não diga
qualquer palavra que realmente não acredita
Cada
verdade é um termo requerido em mentira.
Vista a
tua pele de anjo e rasgue minhas asas,
Cada pena
é uma pena que queima,
Verniz,
cola, ou tinta guache,
Entorpeço
cada linha ténue de endorfina.
Cada dor
calamitosa esconde um amor morto,
Tratamento
infecções mucosas, pele e pelos
Na parte
inferior da orelha, furúnculos
Lesões
com pus, queimaduras ferimentos cortes.
Adormeça
meu cadeado em volta de tua cintura
Sentimento
castrado alienando os sentidos,
Cale em
volta das correntes quebradas,
O
espectro baila em volta do fogo.
Estropiado,
andando caindo na sarjeta,
Alimento
cada alimento morto
Mastigo as
peles podres dos gambas feridos,
Sorrisos? As multidões adoram.
Comemore, seu dia mais feliz
É a
infelicidade do outro,
Ficou la
pra trás,
Adoecido,
ferido, extremamente destruído.
Enquanto
sorri andando em passos atrofiados
Nesta
triste dança do adeus
Deus, você
que se perdeu,
Perdurou.
Calando
cada parte de alma morta,
Afogou-se
em um balde de merda,
Umbral, macumba, inferno e céu
Obedeça
os conselhos, sele a culpa.
Tenha um
termo de vida no concerto da morte,
Estremeça
enquanto a vida morre,
Adormeça
no frio, queime as feridas.
Sim!!!
Não dormiu de novo.
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Lua Morta
A escuridão com que eu me encontrei era só o inicio
Não foi assim sempre, só não me lembro como começou
Meus passos relaxavam entre as pedras e as estrelas sem luz
Era a hierarquia dos abandonados pela paz
Sempre nos perdíamos entre os espaços inexistentes
Era culpa da luz, dos iluminados da dor celestial
Deuses sangrando sequestravam nossos filhos
Eles matavam em paz morrendo antes
Nervosos cães pulavam no abismo
Regras passadas para unicórnios cegos
O sol, a vida e a politica dos mortos
Sombras nas arvores testemunhando assassinatos
Prazeres adormecidos em cadáveres sonâmbulos
Cristais de barro em altares purificados
Luas vivas dentro de seres mortos
Tumbas abertas no deserto do coração
Os estúpidos motores que nunca param
Então não existem mais respostas
Para as perguntas que nunca existiram
A duvida não existe teu deus esta morto
Bebendo fogo para aliviar o calor
Cegando olhos cegos
Perdendo sentidos
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