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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

A Alucinações São Inúteis

Adormecido ao som da lua em que agoniza
Observo a átrio espesso de minha amargura,
Condolências humanos obsoletos
Comerei minha pele está manha,
Na fagulha do escarnio que Deus me lançou
Como peste, feitiço, magia, macumba.

Não me olhe assim, como seu eu fosse maluco,
Nada de tão espantoso hoje é mais assustador,
Quanto minha face suja no espelho de teu olhar
Eu sei, eu sei...
Eu sei...
A alucinações são inúteis,
E na medida que meu intestino pesa sobre tua coluna
Inverto os pés, desfaço a curva.

Molestado, invadido pela carne que urge,
Despedaçado o individuo, abandona a alma...
No centro cirúrgico dos anjos que o estrangulam
Ah! E se dentro da alma existe a morte?
No cranio acéfalo desconectado
De cada moléstia que de em si mesmo apodera
Na ânsia do inconsciente delírio.

Tem a certeza que talvez seja propriedade,
Das nuvens de chumbo nas engrenagens dos ossos,
Que em espasmos musculares apedrejam a tumba
No calvário em que os pés foram deixados,
Por conta da ciência maligna
Da falta homicida concedida ao suicida.

Disse isto ao salafrário malfadado,
Afogado a podridão do sangue humano, imerso,
Submerso as cinzas da incoerência infernal que era a vida.
Julgava ouvir monótonos mentecaptos,
Executava a jugular assombrada pelos dentes do vampiro assustado.

Como pode amanhecer novamente se nem vi a noite passar?
Da vida intrínseca em que me falha o asco,
Na alegria visceral em que me descubro morto,
Entrego meu espirito a tua mãe morta
Na parte inferior da célula que teu pai me sufocou.

Adeus pequeno delírio,
Morri antes do enfermo analgésico,
Mendigando por um pouco água,
Na calada da noite em que morri de sede.


quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Povoador de Solidões

As populações de minhas solidões estiveram caladas, não havia sequer um numero de habitantes invisíveis a serem contados e perante a qualquer circunstância resgatando minha alma imaculada morri antes de me me sentir morto, a pureza dos santos macabros dominava a solidão de cada um dos meus demônios, eles me tocavam como uma harpa quebrada nas mãos de anjos nefastos.
O Som alto da agonia  estrangulava as noites de silêncio  em que os corpos tomavam a proporção dos inquilinos condenados ao inferno, não nos digam que culpa temos, mas sim a quem devemos matar, então entre as luzes que se apagavam no inicio de cada manha de tormento somente tento respirar partes deste ar escuro  desvendando os olhares in vitro que minhas serpentes lançaram  pelas entranhas da noite, respiro novamente, mas agora em lágrimas cegas os introspectivos silêncios em que fui obrigado a beber, claustro, falso, insano e perverso me afogo na verdadeira culpa insana de minha covardia bastarda, calome em palavras fecundas que me cegam mais do que a distância que meu silêncio podia percorrer.


Sensorial

Quando tudo que nos resta é expor nossos segredos
Você nota que o fracasso é como sexo mal feito das almas
Quando foi que paramos de pensar para apenas sangrar?
Tudo que tive voou tão alto naquela espécie de redemoinho virgem.

Nada do que esperamos nos trouxe ao ao universo real,
E vamos então quebrando nossos caminhos
Cantando então o absolvimento de nossos sonhos,
Cansados...

Enquanto observo a pureza ao meu redor
Sinto arrepios pelo corpo,
Te vejo lá longe, torno me a fumaça, e transtorno os pensamentos
Neste funeral.

Nunca desejei que esta brisa me tocasse...
Enquanto um anjo apaga a luz,
O outro me ama em idiomas desconexos,
Eu somente aspiro as chamas.

Disperso me então e alheio a tudo toco me ao nada
Estive prestes a morrer como um idiota
Você nunca me disse que seria tão difícil
Mas eu nunca achei que seria tão fácil.

Ha uma semana atras enquanto me suspirava em minha alma
Teu suor me tomava os lábios absorvendo nossos sentidos
Traduzindo em movimentos aquela pura orgia macabra...
Enquanto eu perdia parte do meu amor perdido.

Encontrando dentro do teu corpo, meu corpo...
E desde quando aprendi a me afogar sem água
Tudo que perdi,
Foi aspirando pó e fumaça.


quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Acendo em Nós

A insegurança me atinge em níveis catatônicos,
Quando atravesso a rua, vejo aquele óvni me atropelar
Faremos então em minha mente uma icognita
Desenhando o destino na fumaça desta água.

Acendo em nós uma chama apagada,
Não vejo cores quando sonho
Conto cada minuto em um conta gotas quebrado
Desespero te em teu despertar.

Da arma enferrujada apontada para as falhas,
Tenho em nós a esperança,
Em minha espaçosa desvalia
Armada e amordaçada.

Vivo o hoje para que o amanha não destoe...
E no desabrochar de todos os minutos
Minha mente não esquece os frutos,
Que não colhi mas foram a mim dados.



Disparates

Se eu fosse o sol, 
Sufocaria as estrelas
Comendo grãos de asfalto,
Bebo as vísceras de meus irmãos mortos

Se eu fosse a lua
Cortaria teus olhos em pedaços
Mudaria a cor dos meus traços
Trocaria teu sexo
Na mesma hora em que me desfaço.

Enfermo e cansado estaria,
Desabotoando a pele presa a mim.
Engulo os parasitas que morrem
Afogados em minha garganta
Vivendo dias em morte.

Escurecendo o passado,
Esqueço o amor,
Amante dos vermes
Das pinturas do acaso.

Se eu fosse uma estrela,
Cairia em pedaços
Sem luz e sem vida
Adormecendo em peles descascadas.

Se fosse o amor
Me amaria de ódio,
Sendo ódio então
Partes do infinito, que se acabarão


segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Mordaça de Saliva

Minha pele cheira a café frio,
Posso ouvir a serenata de cada cigarro que se apaga
Chupando meus ossos nas avenidas de outrem
Caço tua pele em minha mordaça de saliva incendiada.

Pedras rolam de um abismo para cima,
Aveludados os corpos se unem em desunião
Criando a cria que beatifica os homens mortos,
Eu como estas pedras com o mesmo gosto em que respiro toda esta lama.

Desprendo–me do buraco em que me encontro,
Despeço me dos meus ancestrais vagabundos,
A primeira lição da maligna nuvem bastarda
Foi a última ulcera alcançada nesta manha.

Sou o espirito das cinzas que minha cisma consumiu,
São as cinzas das cismas abaixo da pele,
Sou a costura mal feita na pele dilacerada,
Sou a perdição apedrejando tuas catedrais.

Minha pele come a tua e envenena nossa pena,
Escrevo com letras de vinho nas uvas que sangram,
Mastigo o sol que nasce apagando para a lua,
Me transformo em tua estrela de barro nas cinzas do descaso.

O abismo me bebe, me come, me alimenta,
Os corpos engrenam em meio as indagações
Falsas, simultaneamente expostas a este diluvio,
Você não pode pensar, não imagine, imagina?


terça-feira, 27 de agosto de 2013

Células de um Lirio

I

Meu esconderijo dentro deste silêncio é minha maior obra,
A mais significativa de minhas desvalias,
Nas avessas caras deslavadas
De cultura e ópio.

Entregamos a todos estes senhores
Toda magia de nossas mentiras
Para simplesmente nos calarmos dentro deste feudo,
Nossa casa não é a verdade.

Foi em minha juventude que me enfiaste o punhal
De magnitude calada e sombria triunfando sobre meu corpo,
Desobedecendo as regras desregradas de meu eu morto,
Obcecado pela especie desconhecida deste funeral torto.

A frieza dos dias de agonia não te fazem permanecer,
Entristeceste dentre os descalabros desta desventura,
Aventurate então em meu corpo fechado,
Abrate então minhas portas amaldiçoadas.

Respirando em orações a musica que mais nos toca,
Não tocarei sequer nesta manha um centímetro de teu corpo,
Neste longínquo presente que nos serve de alimento
Matandome de fome nesta cela cerebral onipresente.

Células orvalhadas de cor esverdeada escorrem
Pelas veredas e vinhedos intocáveis,
Capítulos rasgados de minha acéfala cabeça,
Retirame desta liberdade aprisionadora por onde corro nu.

Estas trevas que me aconselham não me deixam desabrochar,
Os pés que sobretocam o caos em minha espessa solidão
Não medem nosso amor em que tu veneras esta compaixão,
Entreolhamse os olhos então de longe mais perto do que podem.

Deusa que me rasga as vestes ensurdeça me com teu grito
Vulcânico, em erupção coordenada acendame, queimame os ossos
Agraciando a mortalha em que a navalha toca interrupta
Em golpes precisos na carne, que esfarela na absolvição de meus delírios.

Lirio das manhas que me veste de sangue, escorrendo pelas frestas
Das portas funestas, entreabertas pelo vendaval que me percorre a alma,
Desviame o olhar tocame impuro nesta metamorfose vampiresca,
O sangue vibra nas presas, escorre pelos lábios, virgens intocados.

II

Musa das letras putrefatas, porque nunca me obedeceu?
Seguiu para longe, partindome o peito dislexo
Neste mortuário de desilusões e frustrações, permaneci,
Obcecado por te eu sanguinário desferindo golpes na ferida entreaberta.

Dizeime que nesta fatal antítese pavorosa
Não existe verdade, somente um punhal afiado e enferrujado,
E por todo lugar que dirijo a palavra não tocais sequer
Sinceramente o local desejado.

Obvio, seria  tudo belo se não fosse mentira,
Caminharia por estes vales claros de sol amargurante
No doce descaminho de tua pele cor de neve,
Desbravando os sentidos pelo mundo do desconhecido.

Interruptos seriam os vocábulos,
Persistiria na peste que me cega a boca
Dobrando me a língua na falacia que se esconde
Apedrejando a face da verdade, que deteriora em minhas lagrimas.

Descoordenados rigorosos corvos que passeiam
Pelo céu de chumbo, clareando me as vísceras amontoadas
Pelo chão do despautério que me dizem ser somente calafrios
Nestes dias que a vida nos enche de desenganos.

Amaldiçoados sejam os os cálculos que nos absorvem
Deixando escorrer pelos trilhos de nossa servidão
A ignorância, que transpõe no destino verdade e mentira,
Medo que ignora na alma o vicio etéreo da eternidade.

Morreras calado servindote o caldo da ilusões,
Não atravessaras um dia sem que uma noite te apavore,
E na sequência da vida em que te toma a morte
Te entreolhe, com os olhos de um lobo faminto.

Viveras na vida o incerto pesadelo de não acordaste
Pendurado a corda de tuas confissões obsoletas
Ouvindo o concerto magnifico da partida de tuas emoções
Ensurdecidas pelas crias abstratas do demônio.

III

Deus não te abraçaras abaixo nem acima dos infernos,
A fuligem cegara os olhos cegos, atormentando os anjos
Castrados, que permanecem visíveis navegando pelas almas bandidas,
E no vazio de tua culpa e glória te afogaras na fogueira dos céus.

Diabo, ah! Pobre diabo porque que tanto maldizem de ti?
Mas por que tanto te beijam a boca?
Dormem abraçados todos nus nesta orgia carnavalesca
Sobre o teu corpo belo, esculpido pelas alegorias da morte.

Te comem a carne vadia e impura bebendo na pureza
De teus prazeres magníficos e claramente obscuros.
Ah! Pobre diabo, que tanto nos da o gozo por estes caminhos
Entediantes de Deus, ocultados na face do evangelho dos homens.

Te bebem como esperma doce e fresco,
Extraindo das uvas cálidas das almas outrora noturnas, agora
Distraídas nas manhas de domingo confessando os pecados
Cometidos em teu honroso nome, ah! Pobre diabo.

Na catarse deste estropiado pensamento exaltando a virtude
Na visão turva, embebecida pelo álcool dos espíritos marginais,
Diga me algo, já que deus me parece tão calado,
E na notoriedade desta chama fria aqueçame junto a sua couraça.

Enquanto isso no meio do nada, cravo a faca calada
Em minha inocência avassaladora,
Atravesso os cortiços pelas madrugadas, cansado
Dos becos estrábicos entorno a visão para o longe.

Ninguém podia suportar a destreza do meu eu maligno,
E na enfermidade de minha maior introspectiva cura,
Estraçalhei cada paraíso em que fui submetido a suportar,
Amordaçando o meu deus em fúria, secando os lábios virgens.

IV

Não existe alimento no mundo dos deuses,
Isto me parece tão verdadeiro quanto a fome do poeta
Pelas letras amontoadas na mente presa fora deste mundo,
Esquecido pela vida que se espalha através dos vales de concreto.

Não existe morte no mundo dos mortos,
Nada me parece tão explicito quanto a vida que guarda neste sudário
Rasgado, marcado pelos infectos pensamentos de bondade
Tão falsos quanto a vida que nos levam a honrar.

Em nome do Pai do Filho e do Espirito Santo,
Tudo nos força a crer nesta especie de clarividência
Inexistente na pele em que habita o asco pela derrota
Clamando o sangue que escorre diariamente através de uma oração.

Em nome da Virgem Maria,
Prostituta bela e gentil que me deu o prazer mais digno
Masturbandome com teu manto de pureza, para todo e sempre,
Agoniza nos altares com a face suja pelo esperma de mil homens.

Levantete os joelhos deste chão imundo,
Olhemos devagar estas caricaturas amontoadas
Nas mentes dos humanos amarrados e amordaçados,
Concedate o gozo eterno dos prazeres carnais.

Antes que te apodreças o corpo, leve tua alma a bailar
Por entre os salões das maldições malditas,
Não calarmeei frente a estas imagens calamitosas
De pureza, clamadas por humanos vadios apodrecidos pelas castas de grife.

Vida que te faça falar, gritar, pular destas montanhas
Para os precipícios da vida, vai forçando, abrindo caminhos
Pelos céus molhados de tua saliva cognitiva,
Afogate no rio das mentiras que te fazem morrer calado.

Responda a si mesmo as perguntas celestiais,
Conceda a ti mesmo cada resposta lhe enfiada goela abaixo
Vomitando a submissão de tua alma nas vadiagens nas escrituras dos homens
Que falam mais do escutam, fazendote surdo como cada um deles são.

V


Sanidade é um grito de loucura silencioso,
Tão ambicioso quanto um rato preso a uma ratoeira,
Seguindo uma especie de dilema transcendental observo
A insanidade colorir minha alma nesta imensidão de vazio.

Nada do que se pode recordar é bendito, no minuto em que
A lagrima sangra no peito podre preso a um diluvio de fumaça
De prazeres iluminados pelos seres de morte e escuridão
Que vivem neste casco agonizando na clemencia descadênciada.

Lobos e raposas entreolhamse sentindo o cheiro do meu corpo
Caído, entre a esperteza de um coelho malfadado as superstições da vida
Maldita, banhando as vísceras pra fora do corpo com água benta
Demoníaca, afogando as narinas em pó branco de química desconhecida.

Manuscritos perdidos dentro do estomago cheio de suposições
Entopem o intestino na calada desta manha silenciosa,
O único som vem da mente assombrada pela pesquisa que fiz em minha pele
Retalhada, atirada em filetes generosos sobre a mesa.

Juízo perdido, desprendido das palavras outrora esquecidas
Agora lembradas por supostos seres povoadores de mentes perturbadas
Alimentamse das frases escritas nas lapides que imaginam ser
Nossas, rosas esquecidas secas e embebecidas de sangue impuro.

Mariposas sobrevoam os paraísos artificiais que as mentiras escondem
Lembrando de cada gesto de humanidade introvertida,
E na aversão de cada culpa julgam meus zumbidos que um dia
Foram vozes cegas, olham minha boca aberta capturando as moscas que dela se esgota.

Bebendo de minha própria saliva, então retrocedo
A cada bocejo que me tira o sono,
Sonho então desfalecer no tempo em que não tenho mais,
Gritando a esmo desfaço tudo que eu não disse, desapareço neste ponto final.





Seios Virgens

Sincera agonia, aqui nem em morte transvia,
Deus, amordaçame e calate,
Divino anjo de satanás, sugira nos então a paz,
Buscaste tanto no homicídio nosso de cada dia
A límpida clareza da guerra.
Sufoca me mulher insana e maculada
Inflamame a alma afogame em teu seio virginal,
Medo não te atreveras em teu maior plano singular
Delirante, mais uma vez a me afrontar,
Morra, oh deus da desgraça que busca em mim
Um comparsa, deixas te somente em meu leito
Teus gritos insanos que buscam no inferno
A mais sinuosa paz.


sábado, 20 de julho de 2013

Era tudo Inverno

I

Era tudo inverno, inferno e verão,
Luzes incendiarias proclamavam incisões sub-cutâneas
Na engrenagem das maquinas corporais,
O sangue bombeava para fora da pele as uvas mortas.

Nas veias do absurdo metades das potências intumescidas,
Adormecidas em congestões lúgubres, contrariando as luzes dos castiçais,
Ludibriados os presentes assinam as cartas em nomes ausentes, inexistentes,
Comemorando o vazio de cada restoio de tinta que sangra.

Era tudo inferno, inverno, quimera,
Nas dobradiças o ranger do tempo rugia
Como infecção na próstata esfaimada
Em aniversário de morte adiada.

Afiadas as aves desafinavam as garras
Atrofiadas, e cravavam na pele o osso do escarnio,
Carnificina emoldurada em ilustrações abissais contaminadas,
Eletro pulsações insensatas, espirais, moinhos de vento, deserto.

Não, não era inverno, inferno, 
Bastardos, estrangulados no alto do penhasco
Jogam cartas com os reis, sem chifres ou chaves,
Buscam na masmorra a perpetuação em perpetua inexistência.

Tardio o golpe alto, nas mãos da grande cúpula
Sofregaram em ardilosas punições e insinuações
Apoderando-se do meu eu magnético sofredor,
Entojado dentro do bolso o enigma das avarias.

II

Era tudo maligno e de certa forma benevolente,
Envolvente poça de estrume registrada em depoimentos histéricos,
Hemisfério do expoente azul, atrocidades epíricas eletrocutáveis,
Inaudível como o canto do pássaro morto em meu estomago.

Não, não fui evadido, nem alimentado,
Através das correntes sub-jugadas da amnésia atemporal
Escreveria a pele demoradamente nas gotas do orvalho queimado,
Evaporando-se pouco a pouco acada manha em que o espirito nasce mais morto.

Engrenagem descontinuada e ferida alastrou-se através dos vinhedos
Barris de culpa gotejavam almas de escravos, farrapos, pele e ossos,
Sangue dos espíritos que bailavam abaixo a linha da cintura
Demonificavam os deuses em angelicais passagens sagradas.

Testamentos não assinados, apodreciam nas mãos e braços arrancados
Pelo alto escalão das agonias inconscientes, ascendentes de signos experimentais
Argumentavam em silêncio sobre cada espaço esquecido, 
Dentro de cada significado não encontrado, uma resposta em pergunta a outra.

Alojado dentro do meu vicio esfomeado
Descontrolo em hipnoses o canto adormecido das vísceras
Arrastadas pelas ruas, cobrindo a neblina sobrevoo a sombra do unicórnio retardado
De asas cansadas e secas pela chuva que curvando-se a veracidade da morte.

Espantosa fez-se a lua, que de luar em luar, escondia-nos dos monges
Acorrentados, nas florestas onde cada silêncio cumpria-se em leitos,
Auto-medicados os hospedes malfeitos, terminavam entre a guilhotina e a forca,
Bruxas apoderavam-se das almas rarefeitas que restavam na superfície celeste.

III

Pecaminosos os cadeados abertos chaveavam as portas,
Estropiados os guerreiros mumificavam suas esposas malditas
Restaurando cada enredo perdido das mortíferas peças de amor e ódio
Pedidos eletrocutavam as mentes dos que sem dar, não podiam toma-lo.

Envolto a correntes florificadas respirei enfim o sangue daqueles animais,
Todos em torno da passividade momentânea duelavam em estações desconexas,
Congestionadas, amenizando cada epístola sagrado na carne que desperta
Podre, abstraindo cada enigma distópico nos sonhos que lhe deram.

Inferno, não era inverno!



domingo, 14 de julho de 2013

Cemitério

Seu brinquedo quebrou,
O brinquedo quebrou-se
Quebraste-ei em silêncio,
A noite em minha vigília.

Espera-te o que eu guardo,
Espera-me o que devolvo
Em desalinho cada minuto roubado,
Não vale a pena.

Malditas foram estas as tuas palavras,
Não vale a pena,
Não vale a pena,
Malditas foram estas as tuas palavras.

Não vale a pena?
A chaga, a branda pena
A culpa cura, a vaidade,
Do que teve.

Do que tens o ego fundido e crucificado,
No alto escalão do meu peito podre
Diferenciou a pena da culpa,
A dor em calmas chamas.

Se apenas vale a pena culpa,
Do que valeu em paz,
Do que guardar no cofre,
Da alma que mente e brinca?

Se a pena chaga a podridão do que sou
Eu fui o que não mais serei
Pra dizer te-ei um dia também
Não vale a pena.

Malditas foram estas as tuas palavras,
Me feriram mais do que qualquer,
Acido ou soda caustica banhando-me o corpo
Invalido e putrefata pele a mente calou-se.

Em sorrisos invadindo a floresta de minha alma,
Em carbone e apodrecimento alimentando cada minuto de dor,
Em que me destes de presente em pele,
Saliva, mucosas e olhares, sentimentos e sussurros.

Assim temos ao que cada letra destas que estas palavras me causou
Não vale a pena,
Não vale a pena,
Malditas estas foram as tuas palavras.

Que sangram agora eternamente em minha morte,
Se em ressurreição eu me lembrar,
Não esquecerei do que vale a pena,
Pra um dia minha alma adoecida dizer te-ei também.

Não vale a pena,
Não vale a pena,
Malditas estas as tuas palavras,
Malditas estas as tuas palavras.

Que agora atormentam e ferem a alma adoecida,
Do instrumento descartável e perecível,
Calou-me a alma inconsequente
Conectando-me a desfalecer,
Falecimento.

A musica morre na tumba,
No cemitério de minha ilusões momentâneas,
Calo-me em alma e resignação,
Não esperavas este, não vale a pena.

Malditas estas foram as tuas palavras
Que me feriram, cegando-me mais que o cego alarde,
Quebrando os espinhos das rosas maculadas,
Matando as flores mortas no meu peito.

Branda assim a chuva carrega então
Levemente as tuas mentiras
Brincando eu de cabra cega
Subestimei sim, como eu subestimei.

Enfiei o assim o amor no retro,
Vomitando cada pétala pelos poros,
Fazendo dos pelos, pernas o desassossego,
Morrendo assim em um minuto o que dei a ti para eternidade.




Religiosos Underground (Moralidade e Nobreza)

Redobre o dobro e divida,
Adição de morte em vida,
Desdobramento de dobras invisíveis
Mais do que o menos, atrocidade alérgica.

Desdobre a mente e os cabelos,
Enrole envolto a voltas,
Gire dobre e desdobre
Envolto a volta curva.

Curve-se a noite
Abstraindo o dia,
Aplique o sulfato doentio
Na pele do destino.

Desatino eclodindo,
Desalinho em roupas jogadas
Sem um vento destruía a chuva
Mais do que mais, menos é visível.

Destrua, construa, esqueça,
Lembre a noite em musica,
Musica morre em silencio
Poemas que mentem em decibéis surdos.

Ensurdeça a linha a culpa,
Entorpeça a calma em doença.
Infeccione a verdade em mentira
Cale a linha em forca.

Força, fraqueza em natureza,
Natureza cinza e negra
O verde morre em vida,
Drogue-se em morte viva.

Ferimentos aristocratas,
Religiosos do underground
Múmias podres cansadas,
Leito em palcos plácidos caídos.

Moralistas, moral ou mentiras,
Verdades?
Moralismo repentino?
Diferença.

Dias e dias, tudo é nada
Quando se mente em piada,
O idiota não esquece
Forçado a força, instalação de forca.

Repetições do passado
Alienações do futuro
A morte morre e vive,
Deus e demônio.

A moral é relativa,
A verdade é negativa
A dias, fazem dias ou anos?
Esquece?
Fácil, sempre mas nunca é.

Não dizem por não dizer,
Felizes abençoaram a castração
O menino caído morreu ai dentro,
Você que esquece rápido.

Enquanto a lembrança permanece
Vive anda, enquanto minhas pernas quebram
E amarro os braços,
Corto os dedos.

Toco fogo em meu corpo.


quarta-feira, 22 de maio de 2013

Matei


Poesia é luxo para os desavisados da vida
É escrita para cegos odiada pelos poetas
Poesia é vida morta
É morte em vida
Uma escrita sem sentido
Sinto muito, muito poeta
Eu sinto muito, muito
Alias sinceramente, não sinto
Nada!
Se não sentes pena dos que não tiveram pena
Para os que atravessam os dias tropeçando em letras
Desacreditados em palavras, sobrevoado por gestos mal escritos
Somente digo
É texto sem texto
É letra sem razão
Razão e poder
Os que perdem sangue
Transfusão não agraciada
Para os mares da noite
Em céus iluminados apoderam-se de letras
Códigos e números
Em que almas se perdem se entristecem se esvaem
Poesia que abandona
Poesia que esquece
Poesia que ama
Poesia que odeia
Partindo as nuvens desabando em mentes
Se sinceras
Se mal formuladas
Perdoe-me poeta
Pela vida escrita
Pela calma torturante
Pela ambiguidade mórbida
Perdoe-me poeta, por odiar sua escrita teus sentimentos
Perdoe-me poeta por ter que deixar-te aqui
Para uma vida sem poesia
Para uma poesia em vida
Adeus.