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quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Povoador de Solidões

As populações de minhas solidões estiveram caladas, não havia sequer um numero de habitantes invisíveis a serem contados e perante a qualquer circunstância resgatando minha alma imaculada morri antes de me me sentir morto, a pureza dos santos macabros dominava a solidão de cada um dos meus demônios, eles me tocavam como uma harpa quebrada nas mãos de anjos nefastos.
O Som alto da agonia  estrangulava as noites de silêncio  em que os corpos tomavam a proporção dos inquilinos condenados ao inferno, não nos digam que culpa temos, mas sim a quem devemos matar, então entre as luzes que se apagavam no inicio de cada manha de tormento somente tento respirar partes deste ar escuro  desvendando os olhares in vitro que minhas serpentes lançaram  pelas entranhas da noite, respiro novamente, mas agora em lágrimas cegas os introspectivos silêncios em que fui obrigado a beber, claustro, falso, insano e perverso me afogo na verdadeira culpa insana de minha covardia bastarda, calome em palavras fecundas que me cegam mais do que a distância que meu silêncio podia percorrer.


Entre a Lamina e a Forca

Teus olhos negros penetravam a transparência dos meus sentimentos,
Envolto aos teus cabelos, tua pele marcava a minha para sempre
E todos os sentidos foram divididos da pior maneira possível.
Então encontrei meu carrasco, fazendo de minha mente o próprio algoz
Dentro desta nuvem de solidão infinita.

Amarro teus cabelos em volta das minhas mãos e abrome em partes desiguais,
Enquanto o canto de nossas peles nos ensurdecem
Ouço o som da saudade se aproximar.

Casa de espelhos inversos
Nos versos calados na descida da colina,
A falta de minha identidade
Cala qualquer tipo de sentimento,
Vejo meu reflexo verdadeiro,
Mas não mais me cortarei em pedaços.

E por onde passo não vejo mais significância real na realidade...

Coloco teus seios no meu altar de solidões profundas,
Inverto a distância, nesta falta de crença no amor,
Beijome então com a pureza desgraçada que ainda me resta,
Não posso dizer adeus,
Pois não estou mais em lugar algum.



segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Mordaça de Saliva

Minha pele cheira a café frio,
Posso ouvir a serenata de cada cigarro que se apaga
Chupando meus ossos nas avenidas de outrem
Caço tua pele em minha mordaça de saliva incendiada.

Pedras rolam de um abismo para cima,
Aveludados os corpos se unem em desunião
Criando a cria que beatifica os homens mortos,
Eu como estas pedras com o mesmo gosto em que respiro toda esta lama.

Desprendo–me do buraco em que me encontro,
Despeço me dos meus ancestrais vagabundos,
A primeira lição da maligna nuvem bastarda
Foi a última ulcera alcançada nesta manha.

Sou o espirito das cinzas que minha cisma consumiu,
São as cinzas das cismas abaixo da pele,
Sou a costura mal feita na pele dilacerada,
Sou a perdição apedrejando tuas catedrais.

Minha pele come a tua e envenena nossa pena,
Escrevo com letras de vinho nas uvas que sangram,
Mastigo o sol que nasce apagando para a lua,
Me transformo em tua estrela de barro nas cinzas do descaso.

O abismo me bebe, me come, me alimenta,
Os corpos engrenam em meio as indagações
Falsas, simultaneamente expostas a este diluvio,
Você não pode pensar, não imagine, imagina?


quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Lavagem Nova



Porcos velhos e cansados comem lavagem misturada a sonhos velhos,
Sonhos velhos comem os porcos frustrados misturados a lavagem.
Quem sonha apodrece no limiar da liberdade que sufoca?
Ou liberta–se no seio da solidão amargurante?
É tão triste esta falta de amor, não é?

Masturbe se com a mão alheia
Apagando a ponta de teu cigarro apagado na própria testa.
Teu orgasmo coagulou?
E a paixão que sente é podre de poder podre,
Mantenha a castidade,
Segure o cabresto enquanto pode.

Acaricie no escuro, no carro apertado em movimento,
Caravana vazia, cheia de boas intenções?
Alguém sentiu tuas mãos, vomitando...
O que mais tem de liberdade ai?
O que mais tem de podre aí dentro?
Conte mais para nós, para todos...

Apagando a memoria cega
Saibam todos, você goza com a mão alheia!
Sua tela pinga esperma seco,
Abaixo a flacidez de tua alma o que sente?
Não perca se tanto, isto te corrói,
Sinta se livre para odiar,
Nós amamos também.


terça-feira, 13 de agosto de 2013

Ninguém

Justo seria então o tapinha nas costas,
Injusto o véu que tua pele não toca,
Sustentando a especie intocada
Toco-me, impuro e curado, calado.

Absolvido pela luz que não toca a pele
Escureço em níveis desmedidos,
Segure a conotação na duvida em que te toca então,
Astronômicos serão os erros.

Nunca cometeras sequer um desatino,
Nunca estarás em completo desalinho,
Destino desmistificado, impuro e tardio,
Árduo padre que goza nas escrituras sagradas.

Fodendo então minha virgem desfalecida,
Obedeço a pureza de cada gesto acumulado
Na infinidade dos meus retrocessos que coagulam,
Enfermo e desalojado na impureza de cada parte podre.

Nunca seras o mais do mesmo,
Nem ao menos o que desejaria que este fosse,
Pois sou parte daqueles que não ferem ao serem feridos,
Muito menos daqueles que escrevem reto por linhas tortas.


Preposições de um Cadáver



I

Sim, este mesmo!
Eu que fui alma impura,
Repugnante e incessante,
Eu que fui linha e carretel,
Eu que fui arma e bordel.

Eu que me senti como uma bruxa
Prestes a ser queimada,
Relógio nas sombra do tempo,
Desloquei simples mente as partes.

Eu que me matei diversas vezes,
O devasso inconsequente,
Conotações divididas em destroços carnais,
Almas só existem quando podem.

O poderio bélico das transformadões em segundos
Distribuindo tapas e socos na própria face desalinhada
Maquiando as olheiras das infinitas noites de insonia,
Entupindo as veias nas melhores das piores intenções.

Segurei tua arma, apontei para minha própria cabeça,
Engatilhei, (...)
Atirei!
Nenhum projetil me acertou.

Banhando então o corpo em formol
Embalsamo as tripas celestiais enfermas
Rasgando cada simbolo doentio que minha alma construí
Transfiguro a pena para outro corpo em resignação.


Sim, aquele mesmo!
O menor, o mais infiel dos seres,
Na eloquência do abandono
Abandonando o próprio corpo no buraco estreito dos prazeres.

Aquele que te sentiu na amargura de cada toque
O gosto azedo da brusca partida calamitosa,
Acionando a sirene do adeus
Difundindo um ser em outro termo.

Aquele que se sentiu como um Deus
Dos mais vadios, digno de fazer companhia ao demônio,
Na escala mais podre e desgraçada do inferno
Substanciando o carbono, na química do prazer.

Sem dormir, jazia o cadáver vivo
Na câmara carnal das especies mumificadas,
Das almas nas incessantes rotações desqualificadas
Pairando acima das cabeças arrancadas.

Não morreria, sequer uma só vez
Para constatar que apesar de morto,
Ainda estava vivo,
Encontrando com o próprio corpo morto.


Sim, este mesmo!
Aquele infeliz de carne e osso,
Reatando na impureza do nascer
Desqualificando a especie que recriara.

Adormecendo dentro da tumba inóqua
No limiar de qualquer sentido desfalecido,
Apedreja a alma que se esconde dentro daquele cadáver,
Esquecido mas lembrado pelo eu etéreo.

Então na iniquidade do amanhecer
Banhou se na cura doentia resgatando o paraíso perdido,
Na calamidade da escuridão que de tão clara cegava o olhar
Não viveria mais um segundo sequer para provar que estava errado.

Então! Balbuciando uma infinidade de vermes e versos
Da língua fez instrumento de morte,
Cadavérica era a imagem reproduzida naquela noite,
Acoplado a uma química substancial provou meio segundo de esperança.

Não esperou que fosse dita,
Ou dada a tua sentença,
Condenou o próprio algoz a perpetuidade
Livremente, antes de qualquer decisão.

Enfim então o cadáver flutuava,
Naquele mar de ilusões infinitas, dúbias e diversas,
Flutuava sobre a água de mares nunca explorados
Imergia pelo ar nunca antes respirado.

Desconhecendo partes do que sempre acreditava
Dividiu o sim pelo não,
Trocando de pele a todo momento,
Repartindo os ossos para aquela multidão de roedores insaciáveis.



Sim, eu mesmo!
Aquele que nunca pode acreditar,
Sinceramente na luz da infinita aurora
Orvalhada e sublime, onde cava se a pureza dos enfermos seres de luz.

Acordando dentro da tumba
O cadáver do meu próprio eu, escreve me...
Em linhas retas e oblíquas o que resta do meu resto,
Atordoando a escuridão do caixão.

Raspou as paredes de madeira até que surgissem frestas,
Para no minimo a alma dali escapar fluir para o sincero devaneio cronico,
Alimentando se por dias dos próprios vermes , bactérias e pedaços da própria carne
Decomposta, na composição destes versos.

Cavou metros acima dos estilhaços do tempo
Engolindo a terra para que não cegasse os olhos,
Seguidamente de cada grão fétido daquelas camadas interiores,
Realojando se pouco a pouco.

Cavou tanto para cima tanto quanto para baixo,
Fez redemoinhos em alegorias perdidas enquanto escrevia
Nas camadas que ainda restavam percorrer,
Para enfim a luz alcançar.

Fez se a si mesmo um minuto de silencio
Pela desistência, pensou e repensou,
Parou então de cavar a esmo,
Em vão seria tua breve e inesperada chegada.

Parou novamente e repensou estranhamente
O objetivo de tanto folego guardado,
Para aquele dia de vitória,
Afinal! Venceria eu a morte?

Guardaria a mim esta decisão?
Pensou novamente, sem se perguntar mais nada
Somente a decisão da desistência agora o confortava
Voltou então pelo mesmo caminho.

Reorganizou a falta de pensamento,
Cuspiu a terra engolida,
Tapou cada fresta mal feita,
E enfim calou se para quase  todo o sempre.


V

Felizmente resolvo então ficar por aqui,
Em meio a podridão dos meu próprios vermes,
Que me comerão a pele, carne e quem sabe um dia enfim os ossos,
Assistirei a tudo com calma sem medo.

Afinal de que nos vale a ira da volta a superfície terrestre,
Senão simplesmente para ter que voltar a decidir e esperar,
Não decidirei mais nada!
Somente assistirei e sentirei cada verme enfermo alimentar se de mim.

Compartilharei minha carne com quem enfim ama a podridão dos seres terrestres,
Alimentarei cada ser vivo que por aqui me encontrar
Deus abençoe estes vermes,
Que enfim, me dizem mais que qualquer outro ser vivo neste universo.





Ele e a Droga

Eu que tive uma alma sem controle
E não pude negar cada lagrima escarrada,
Eu que tive parte naquele crime
E não pude negar a complacência.

Eu que não tive segredos
Ou desejos ou pernas e braços
Eu que não tive frio,
E me droguei para não morrer de fome.


Eu que nunca olhei para os lados,
Eu que somente perdi a memoria,
Eu nunca tive um bule de café,
Algo em que eu pude acreditar para manter acordado.


Eu que mi vi completamente abarrotado,
Eu que somente nunca fui somente,
Chorei um tanto de tuas lagrimas,
Pois suspenso no ar sabotei algumas de tuas ideias.

Cada droga,
Cada gesto,
Cada sentimento,
Cada pensamento.

Eu que me vi completamente impotente
Caminhando entre as macumbas diária
Soturnamente apagando cada raio de sol
Que me foi destinado.

Minha sina era o sinal de meu próprio abandono,
Desobedecendo os ritos e pactos,
Não rezei a Deus
Clamei somente ao demônio nesta existência.

Desatinos químicos mal formulados
Trans figurando cada linha de pensamento confusa,
Realinhando toda e qualquer eficiência
Destruindo qualquer poder de decisão.

Não era medo,
Nunca foi,
Talvez era,
Sim, Talvez era.











domingo, 14 de julho de 2013

Crematório


Decretório enfim tomado
Entre minhas calúnias esfaimadas
Alastrou-se o sentido bastardo
Do afago derradeiro, desmiolado.

Ali adentrando a coagulação
De minhas flamulas e insignias
Restrinjo o minuto 
Em que me toma a consciência.

Se acaso a chaga coaretar cada lagrima
Seca espessa e desorientada
Espero que nesta noite
Um dos olhos caia e se vire para mim.

Sem muito poder falar, cada palavra do que digo
É simplesmente cada gesto atrofiado,
Engulo o termo em que me afogo
Sei muito sobre o nada.

Sei muito sobre o nada 
Muito sei sobre o nada
Muito o nada sabe
Não sei nada sobre o nada.