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domingo, 14 de julho de 2013

Declinio

Subindo degrau por degrau em um extinto  declínio,
Obstrui todos os inquilinos de minha desgraça,
Se você esconde os espaços dentro de cada vazio,
Retrospecto de tuas alienações momentâneas.

Cada duvida em leito é uma maternidade retrograda.
Se em cada hospício eu me ver em deletério.
Não diga qualquer palavra que realmente não acredita
Cada verdade é um termo requerido em mentira.

Vista a tua pele de anjo e rasgue minhas asas,
Cada pena é uma pena que queima,
Verniz, cola, ou tinta guache,
Entorpeço cada linha ténue de endorfina.

Cada dor calamitosa esconde um amor morto,
Tratamento infecções mucosas, pele e pelos
Na parte inferior da orelha, furúnculos
Lesões com pus, queimaduras ferimentos cortes.

Adormeça meu cadeado em volta de tua cintura
Sentimento castrado alienando os sentidos,
Cale em volta das correntes quebradas,
O espectro baila em volta do fogo.

Estropiado, andando caindo na sarjeta,
Alimento cada alimento morto
Mastigo as peles podres dos gambas feridos,
Sorrisos? As multidões adoram.

Comemore, seu dia mais feliz
É a infelicidade do outro,
Ficou la pra trás,
Adoecido, ferido, extremamente destruído.

Enquanto sorri andando em passos atrofiados
Nesta triste dança do adeus
Deus, você que se perdeu,
Perdurou.

Calando cada parte de alma morta,
Afogou-se em um balde de merda,
Umbral,  macumba, inferno e céu
Obedeça os conselhos, sele a culpa.

Tenha um termo de vida no concerto da morte,
Estremeça enquanto a vida morre,
Adormeça no frio, queime as feridas.

Sim!!! Não dormiu de novo.


segunda-feira, 3 de junho de 2013

Os Passaros

O barulho do estrondo daquela carne partindo minha mente,
Sequer, não pude ouvir.
O salto dos ladrões que uivavam em silêncio,
Roubando as madrugadas dos pássaros noturnos
Ecoavam sem cessar, não esperavam.
Tomavam-me sem pedir licença
Mas licença?
De que necessário seria?
Para o ludibriado olhar do serafim de pele vermelha,
A diferença se fazia inerte
Chacoalhando a poeira que sobressaia das vestes roubadas,
Dos cadáveres que perambulavam pela cidade em movimento
Não movia-se uma pilastra do lugar em que nunca foi colocada
Das arvores em que os galhos gotejavam sangue.
Metade dos pássaros alimentavam-se das folhas secas,
A outra metade de carne humana,
E dos vermes que neles próprios encontravam
Faziam as vestes de teus escravos.
Eclodindo entre cada canto e outro conto desconexo
Comunicavam-se através apenas do silêncio
Inalterável era somente a escolha e a direção do voo
E os latidos, que vomitavam ao ar suspendiam as asas,
Que mesmo quebradas abençoavam a carnificina em movimentos estáticos.
Foi a celebração mais bela que já vi
A morte vestia-se de pele
A pele vestiu-me de ossos
E os olhos mesmo sem ver, esmagou-me a visão
Então perdi o elo,
Quebrei a corrente
Rasguei a pele,
Mastiguei-me até os ossos.