Digno de um sonho impuro tomou um calice das próprias lagrimas, lagrimas que não eram dele eram do outro.
Translate
domingo, 14 de julho de 2013
Força a Forca
Procrastinaram então os deuses cansados,
Alimentaram-se
da minha alma doente,
Engoli
minha pele podre e dei a ti minha lepra condescendente.
Imaginei
todos ali em um velatório, mais digno, da indigna vida e culpa
Então dando a todos o prazer da morte,
A família
que negou foi o terço de tua sincera partida,
O amor
que deu ao clero, foi negado a parte mais bela do negro sonho.
Abençoei
todas as cores no futuro de um desespero,
Diferentes
cores e diferentes volumes de alienação,
Era só
mais um delírio verdadeiro,
Minha
calma em desejo de ausência.
Era mais do que o esperado ao assistirem a tumba cheia,
O tumulo,
as flores cansadas e mortas,
E as
lagrimas da mentira, iluminavam a partida
Era uma
noite de domingo,
Talvez
segunda, um dia incerto.
Assim o vi morto e todos em volta,
Sorriam
ao ver-lhe em partida eterna,
Aqueles
que cansaram, diziam ama-lo em ódio,
Diluindo os sentidos, demônios bailavam dentro de cada um dos que ficaram.
Alianças
enferrujadas apodreciam nos dedos,
Amputações
genuínas, inquilinas da derrota,
Fracasso
era só uma palavra sem letras,
Ao
decorrer do banco caindo, a corda acariciava o pescoço.
Entre
cada doença e outra a cura desvalida era somente o descaso,
Alastrou-se, atrofiado alarde entre todos que não diziam sim as teclas apagadas
Trasfusionando
o virtual na mentira mais do que real.
Sulfato
de potássio e bactérias alucinogenas,
Surdorose,
vasodilatação, calafrios, erupções,
Síndromes
eletro alérgicas, serotonérgica,
Sonhos
psicóticos e sentimentos desconexos.
Todo o
objetivo da realidade ali ficou,
Dentro e
fora auspicio, na corda ao caibro,
O banco
não tinha, o tanque a torneira ligada
Da
cadeira aos pés sem formas.
Ali caiu
o indigno, imoral o puto vadio,
Que morra
este verme ouvi alguém sussurrar em minha alma
Que ainda
viva vomitou nas fezes de outros,
Foi tarde
a bactéria descartável que bailou em alegria mórbida enquanto pode.
Deus
morreu tarde, alguém acreditou?
Sim em duvida
putrificada...
Alguém
existiu em desistência,
Desisti
primeiro, da vida e da morte em eternidade, canibalismo e sacrifício.
Para a
partida nenhum cigarro ou culpa, sem fogo ou água
Alccool e spray anti moscas, encontraram no vazio de
sua alma
Abandonado
em podridão de Deus se fez o Demônio,
Da vida a
morte, da dor a cura, partiu assim, sem medo, o que restou dele?
segunda-feira, 8 de julho de 2013
Poema Desfeito
O amor é
vadio
É noite em dia
Dia sem
noite
É piada,
um leito
Um poema
desfeito.
O amor é
vida é morte
É
alimento e fome
É sede, vinho,
Água
impura, suja, amaldiçoada.
É ódio,
escuro,
Claro e
incompleto
Completa-se
em outro
Perde-se
por nada.
Destruindo-se
em si mesmo
O amor é
tempo, mal calculado
Perdido,
planejado
É sangue, veias, carne, pele e poros
Para quem
vive, não vive
Para quem
nasce ou morre
O amor é
culpado, sem ter culpa alguma.
Para os
que se cansam, se perdem, encontram,
O amor é
alivio, culpa, calor, frio desmedido
É
mentira, vaidade, é verdade,
Não é
nada, ou já foi tudo
Ninguém
conhece ou desconhece, sabe ou entende
É agonia,
harmonia,
Suicídio,
almas, vidas,
Não tem
tempo ou lei, não é doença ou cura
Não se
paga, não se compra, não se vende a quem se doa.
Se recebe
ou não recebe, pelo amor não te culpe
Não me
culpe, não se canse,
Não o
mate, não se odeie,
Não
destrua ou construa
Amor não
tem vida, não tem cor, cheiro
Perfume
sem sentido, divida alheia
Um pedaço
despedaçado
Uma flor
imaculada.
Flor
carnívora
Sem fome,
ou sede
O amor
não se perdoa só por somente amar
O amor
ama se odiar, maltratar, doer, machucar.
Se não machuca, cura, ferindo a ferida cicatrizada
Alimentando tal palavra letras, pontos e versos
Falidos, expostos, exclusos.
Amar
Amor é
distância, dor e cura
Não esta
perto, longe
Nunca
esta aqui, esteve ai.
O amor
odeia amar, desconhece esta palavra
Se não
pode odiar o que se ama
A quem se
ama,
Que se
odeie então os que amam
Que se
percam os encontros
Encontrando-se
em desencontros
Fatídicos,
castrados, escassos, vazios
Cheios de
falhas, perfeições,
Doente e
imperfeito
Amor que
vai, amor que vem
Que se
foi, nunca ira voltar
Se voltar
sem completar,
Incompleta-se
só por amar
Se não
amas, não perde, não ganha
Não vive
ou morre.
Entretanto
se existe amor
Em que
duvida ele esta?
Em que
tempo se perdeu?
Em que
amor se encontrou?
Onde se
esconde?
Onde
procurar?
Em qual
questão devemos formular tal palavra?
Tão
forte, frágil, indignificante
Fútil ou
verdadeira,
Amor não
é uma palavra, são muitas,
Poucas,
enfim nenhuma.
O amor
não se conhece ou desconhece
Amor que
padece em vidas
Amor que
nasce em mortes
Em mentes
cansadas
Em
chances perdidas
Relógios
errados, atrasados.
Então!
Encontram-se
os amantes
Em
estações descontroladas
Disparando sangue
Especies despreparadas
Eloquentes então nada em vão.
Verão no
inverno
Inverno
no calor do verão
É outono
em primavera
Estação
desconhecida,
Abominada cria desvalida.
Amor é
céu
Inferno, enferma cria do peito,
Escroto, cálice de palavras ao vento
É juiz,
réu, formulário vencido,
Um abismo
calculado
Uma
queda, um acaso
Um
descaso, um repouso
Um olhar,
uma divida
Um
espaço, um vazio
Uma
certeza, uma duvida
Amor é
nada, tudo.
Amor é
somente amar?
Palavras, gestos indigestos,
Sementes, pele, pelo e pesos
Amar é
somente amor?
Sentidos, fluidos, carne ossos,
Sangue, penas, números fatídicos,
Amor?
sexta-feira, 5 de julho de 2013
Demônios de Deus
Ali estou presente, acima e abaixo,
Literalmente coordenando o braile no peito
Seguindo a transfusão desorientada,
Retiro o cateter da alma.
Atravesso a pele do pescoço
Na altura do pênis, ereto e impotente,
Retro cardinal, cardeal ou puta,
Monges falidos ou velhos babões?
Engolindo o cadáver de minha freira prostituta,
Introduzo-me no teu espirito enlameado
Infeccionando o ego marginal, oriental,
Rasgo a ferida diferindo-me da pauta em assembleia.
Ali estamos, em cima do morro
Resgato os projeteis introduzidos em meu corpo
Pelos padres estupradores de almas infiéis,
Tocadores de harpas contemporâneos e veteranos de guerra.
Rabiscando nos hologramas da indiferença
Faço-me igualmente o menos puto dos putos,
Pois sangras em agonia adolescente envaidecida,
Sendo assim canonizando os dinossauros.
Vendendo partes das minhas surpresas para os demônios de deus
Sacrifico então todas as ovelhas ordenadoras de pastores
Seguro-te então, e do vicio abandonado
Abrando a pureza do destino de meu hospício interno.
Inferno! Porque clamas um termo no termino do terço,
Explique a oração na abertura, ali abaixo da pele,
Enrolando os cabelos em volta do intestino
Retiro os rins e reitero a afirmação.
Céus! Que branda chama derrete no peito dos homens?
Que da bondade só viram a morte,
E na maldade fizeram lei eterna, pura, suja e viva,
Entorpecendo a linha ténue da castração humana.
Alieno-me envolto em catedrais de lixo dolente,
Aspirando partes de minha revolução áspera
Entorno o cálice de sangue na boca petrificada
Fazendo das lagrimas dilaceradas a cura para a vitória.
Parte do ego cego infinitamente diluído
Divido, respiro menos que enxergo,
Calo-me mais do falo, cego, castro,
Desapareço, em braile o asco.
Literalmente coordenando o braile no peito
Seguindo a transfusão desorientada,
Retiro o cateter da alma.
Atravesso a pele do pescoço
Na altura do pênis, ereto e impotente,
Retro cardinal, cardeal ou puta,
Monges falidos ou velhos babões?
Engolindo o cadáver de minha freira prostituta,
Introduzo-me no teu espirito enlameado
Infeccionando o ego marginal, oriental,
Rasgo a ferida diferindo-me da pauta em assembleia.
Ali estamos, em cima do morro
Resgato os projeteis introduzidos em meu corpo
Pelos padres estupradores de almas infiéis,
Tocadores de harpas contemporâneos e veteranos de guerra.
Rabiscando nos hologramas da indiferença
Faço-me igualmente o menos puto dos putos,
Pois sangras em agonia adolescente envaidecida,
Sendo assim canonizando os dinossauros.
Vendendo partes das minhas surpresas para os demônios de deus
Sacrifico então todas as ovelhas ordenadoras de pastores
Seguro-te então, e do vicio abandonado
Abrando a pureza do destino de meu hospício interno.
Inferno! Porque clamas um termo no termino do terço,
Explique a oração na abertura, ali abaixo da pele,
Enrolando os cabelos em volta do intestino
Retiro os rins e reitero a afirmação.
Céus! Que branda chama derrete no peito dos homens?
Que da bondade só viram a morte,
E na maldade fizeram lei eterna, pura, suja e viva,
Entorpecendo a linha ténue da castração humana.
Alieno-me envolto em catedrais de lixo dolente,
Aspirando partes de minha revolução áspera
Entorno o cálice de sangue na boca petrificada
Fazendo das lagrimas dilaceradas a cura para a vitória.
Parte do ego cego infinitamente diluído
Divido, respiro menos que enxergo,
Calo-me mais do falo, cego, castro,
Desapareço, em braile o asco.
Nada de Mais (Comum)
O mais imortal dos seres humanos
Caiu na febre de ser Deus,
Desnudo e castrado envelheceu
Sem ter perdido sequer, qualquer chance de golpear-me.
Estremecendo a carcaça clara alimentou os jovens
Em tempos dispersos saudando um passado inebriado,
Na neve de teu calor etéreo
Eternamente apodreceu.
Simplificou os gestos cansados de um sonho morto
Atraindo ovelhas para um rebanho de zumbis
Odiosos e alienados seguiam seus passos
Sem saber nada sobre o cheiro do ar.
Bebiam da água envenenada como lobos sedentos
Caindo no lodo da mesmice aguda,
Choravam sorrisos sem desanimar um segundo
Contando as horas nos anos que estiveram ausentes.
Ninguém soube a verdadeira estória sobre aquele templo,
Que de tanto cair levantava-se através das mentiras já póstumas
Manipulando a desordem nos corações de burgueses insólitos
Estudava partes das mentes juvenis para reconstruir os dentes perdidos.
Alguém soube do que se tratava?
Ninguém perde a cura se em fúria adoecer,
Na paz da guerra visitava o eu estrangulado
No tempo em que foi discípulo de Nosferatu.
Para o Deus do vinho e da carne se fez a gloria,
Espessa e transviada no termo que esconde,
Da vida amargurada azedando o leite perdendo a mandíbula,
Que em lunáticos pensamentos controlava-se em descontrole.
Descomunal era o ébrio que calava a vida do outro
Infeliz era o ego que destruía qualquer chance do oposto
Convencional era a maneira que configurava cada passo amigo
Elaborando o mal do próximo passou de fase perdeu o jogo.
Calando assim seu bonequinho de estimação,
Vudu jurássico que de tento defecar nas fraldas
Das retóricas nas sombras das mentes inertes,
Transformou-se apenas, num criador de assaduras anais.
Caiu na febre de ser Deus,
Desnudo e castrado envelheceu
Sem ter perdido sequer, qualquer chance de golpear-me.
Estremecendo a carcaça clara alimentou os jovens
Em tempos dispersos saudando um passado inebriado,
Na neve de teu calor etéreo
Eternamente apodreceu.
Simplificou os gestos cansados de um sonho morto
Atraindo ovelhas para um rebanho de zumbis
Odiosos e alienados seguiam seus passos
Sem saber nada sobre o cheiro do ar.
Bebiam da água envenenada como lobos sedentos
Caindo no lodo da mesmice aguda,
Choravam sorrisos sem desanimar um segundo
Contando as horas nos anos que estiveram ausentes.
Ninguém soube a verdadeira estória sobre aquele templo,
Que de tanto cair levantava-se através das mentiras já póstumas
Manipulando a desordem nos corações de burgueses insólitos
Estudava partes das mentes juvenis para reconstruir os dentes perdidos.
Alguém soube do que se tratava?
Ninguém perde a cura se em fúria adoecer,
Na paz da guerra visitava o eu estrangulado
No tempo em que foi discípulo de Nosferatu.
Para o Deus do vinho e da carne se fez a gloria,
Espessa e transviada no termo que esconde,
Da vida amargurada azedando o leite perdendo a mandíbula,
Que em lunáticos pensamentos controlava-se em descontrole.
Descomunal era o ébrio que calava a vida do outro
Infeliz era o ego que destruía qualquer chance do oposto
Convencional era a maneira que configurava cada passo amigo
Elaborando o mal do próximo passou de fase perdeu o jogo.
Calando assim seu bonequinho de estimação,
Vudu jurássico que de tento defecar nas fraldas
Das retóricas nas sombras das mentes inertes,
Transformou-se apenas, num criador de assaduras anais.
quinta-feira, 4 de julho de 2013
Água
Eu bebo da bebida mais fria
Esfrego o corpo quente nas tuas partes mornas
E o tempo que engulo feito esperma seco
Bloqueia a traqueia.
Retiro pedaços do rins para alimentar meus vermes,
Afogo meu sexo dentro do meu próprio anus
Engulo as vísceras do meu corvo de estimação
Abrandando a dor da ejaculação tardia.
Sugando os seios negros aposto na derrota,
Espectro traidor tardio de minha abolição
Eclodindo as vestes, rasgando a contemplação,
Visto-me de pele e ossos.
Resgatando partes de cada suspiro
Sufoco o grito da alma viciada,
Que espera o amanhecer
Mais que o anoitecer.
Respiro as tripas que então me restam,
E das veias congestionadas
Faço nossa forca, sem força para pular
Jogo-me.
Espero tua queda, o corpo que cai pra cima do abismo
Feito orgasmo que sobe no peito
Goza de mim pra mim
Então fecho, cubro-me de fezes.
Costurando a alma com restos dos pelos
Que restaram de minha dúbia partida
Engulo o sangue quente, espremendo a ferida
Aberta e inflamada.
Esperando a cura da pele,
Distribuo os pedaços de carne
Para os urubus que andam a nossa volta
Somente andam, pois asas não tem para voar.
Ejaculando em vômitos,
Estrangulando em orgasmos,
Abençoei um a um
Quebrei a lamina, apodreci.
Esfrego o corpo quente nas tuas partes mornas
E o tempo que engulo feito esperma seco
Bloqueia a traqueia.
Retiro pedaços do rins para alimentar meus vermes,
Afogo meu sexo dentro do meu próprio anus
Engulo as vísceras do meu corvo de estimação
Abrandando a dor da ejaculação tardia.
Sugando os seios negros aposto na derrota,
Espectro traidor tardio de minha abolição
Eclodindo as vestes, rasgando a contemplação,
Visto-me de pele e ossos.
Resgatando partes de cada suspiro
Sufoco o grito da alma viciada,
Que espera o amanhecer
Mais que o anoitecer.
Respiro as tripas que então me restam,
E das veias congestionadas
Faço nossa forca, sem força para pular
Jogo-me.
Espero tua queda, o corpo que cai pra cima do abismo
Feito orgasmo que sobe no peito
Goza de mim pra mim
Então fecho, cubro-me de fezes.
Costurando a alma com restos dos pelos
Que restaram de minha dúbia partida
Engulo o sangue quente, espremendo a ferida
Aberta e inflamada.
Esperando a cura da pele,
Distribuo os pedaços de carne
Para os urubus que andam a nossa volta
Somente andam, pois asas não tem para voar.
Ejaculando em vômitos,
Estrangulando em orgasmos,
Abençoei um a um
Quebrei a lamina, apodreci.
Perfume
Nasceu na podridão de um seculo qualquer
Em meio as tripas e cabeças de peixes mortos
Sem poder enxergar, apenas chorou
Mandando a mãe para a forca.
Cheirou me os dedos sujos da podidão do meu sexo
Fétido e acumulando odores calou-se por anos
Respingando um terço de alma
Sentia cada perfume como se fosse único.
Estalou a química e do álcool fez estrada
E da estrada deu-me a morte
Restrito a obsessão que jorrou da mente
Distribuiu-se em cada parte de sonhos que tinha.
Assim vendido, matou sua primeira carrasca
Partiu para beber seu própio insólito veneno
Sobrevivendo do suor que exalava
Abençoado pelo frio, fez-se o perfume da vida.
Em suas narinas torpes criou seu destino
Cambaleando entre a pureza e a maldade
Em inocência pura abrigou teu nome
Entre os óleos e essências desconhecidas.
Assim vendido novamente,
Matou o próprio pai
Vendendo a alma para teu único demônio
Sendo ele, o próprio.
Restaurando a paz no consciente
Na inocência se fazia o crime
Da inconsciência que sangrava
Relatando cada perfume que encontrava.
Da pele se fez o sexo que alimentava
O orgasmo dos odores da carne
Libertando-se da cura doentia
Restaurando a vida em morte.
De cada vitima
A pureza virginal de cada seio
Abençoava o Hímen intacto
Talhando a essência da pele em gotas de morte.
Dando vida ao que calava tua mente
Claro e sombrio era o pensamento
Alimentando o desejo sobrepondo a culpa
Em satisfação obliqua e absolvida.
Mediu as regras medianas da sociedade podre
Que exalava burguesia e submissão
Para o tempo em que não somente
Se fez o ato, cumpriu-se então o destino.
Das almas dignas da pureza castra
Das vidas indignas dos pais das melhores castas
Se fez o melhor dos mais perfeitos odores,
O perfume perfeito.
E do alto da cruz, abriu então o pequeno frasco
Dando a todos o destino do hoje
Humanos canibais, boçais,
Comeram-se uns aos outros.
Numa infinita dança dos egos
Pele carne e ossos
Se fez a lenda
Não a cura.
Em meio as tripas e cabeças de peixes mortos
Sem poder enxergar, apenas chorou
Mandando a mãe para a forca.
Cheirou me os dedos sujos da podidão do meu sexo
Fétido e acumulando odores calou-se por anos
Respingando um terço de alma
Sentia cada perfume como se fosse único.
Estalou a química e do álcool fez estrada
E da estrada deu-me a morte
Restrito a obsessão que jorrou da mente
Distribuiu-se em cada parte de sonhos que tinha.
Assim vendido, matou sua primeira carrasca
Partiu para beber seu própio insólito veneno
Sobrevivendo do suor que exalava
Abençoado pelo frio, fez-se o perfume da vida.
Em suas narinas torpes criou seu destino
Cambaleando entre a pureza e a maldade
Em inocência pura abrigou teu nome
Entre os óleos e essências desconhecidas.
Assim vendido novamente,
Matou o próprio pai
Vendendo a alma para teu único demônio
Sendo ele, o próprio.
Restaurando a paz no consciente
Na inocência se fazia o crime
Da inconsciência que sangrava
Relatando cada perfume que encontrava.
Da pele se fez o sexo que alimentava
O orgasmo dos odores da carne
Libertando-se da cura doentia
Restaurando a vida em morte.
De cada vitima
A pureza virginal de cada seio
Abençoava o Hímen intacto
Talhando a essência da pele em gotas de morte.
Dando vida ao que calava tua mente
Claro e sombrio era o pensamento
Alimentando o desejo sobrepondo a culpa
Em satisfação obliqua e absolvida.
Mediu as regras medianas da sociedade podre
Que exalava burguesia e submissão
Para o tempo em que não somente
Se fez o ato, cumpriu-se então o destino.
Das almas dignas da pureza castra
Das vidas indignas dos pais das melhores castas
Se fez o melhor dos mais perfeitos odores,
O perfume perfeito.
E do alto da cruz, abriu então o pequeno frasco
Dando a todos o destino do hoje
Humanos canibais, boçais,
Comeram-se uns aos outros.
Numa infinita dança dos egos
Pele carne e ossos
Se fez a lenda
Não a cura.
Assinar:
Postagens (Atom)






