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terça-feira, 27 de agosto de 2013

Seios Virgens

Sincera agonia, aqui nem em morte transvia,
Deus, amordaçame e calate,
Divino anjo de satanás, sugira nos então a paz,
Buscaste tanto no homicídio nosso de cada dia
A límpida clareza da guerra.
Sufoca me mulher insana e maculada
Inflamame a alma afogame em teu seio virginal,
Medo não te atreveras em teu maior plano singular
Delirante, mais uma vez a me afrontar,
Morra, oh deus da desgraça que busca em mim
Um comparsa, deixas te somente em meu leito
Teus gritos insanos que buscam no inferno
A mais sinuosa paz.


terça-feira, 13 de agosto de 2013

Pequenino Nada

Sou um pequenino demônio,
Buscando paz no inferno,
O céu nunca me atraiu,
Assim como a busca dele.

Sou um pequenino demônio ,
Entornando um galão de gasolina sobre o corpo,
Queimando mesmo antes da primeira faisca,
Apagando o fogo do nascimento de Deus na carne.

Sou um pequenino demônio,
Atravessando as ruas na nevasca deste caldeirão,
Calculando os espaços vazios num pequeno trecho,
Desconhecido e nunca compartilhado.

Sou um pequenino demônio,
Calado na sarjeta onde o vomito escorre,
Na beira de um abismo de imposições,
Costurando os lábios em volta do silêncio barulhento.

Sou um pequenino demônio,
Deitado na cama dos céus,
Sufocando um Deus cadavérico e insolente,
Transpondo sua imagem e perfeição.

Nesta carta dolente e impaciente
Doente atravesso o espesso canal do rio vadio
Gozo a eterna loucura do seres extra terrestres
Completando o atraso de cada dor em dor.

Calejado então, defeco na face de minha paciência,
Sai para roubar vagalumes ,
Saio para colher flores,
Saio para foder enfim, com a vida.

Esta maldita assanhada que insiste em me foder,
Não desdobrarei sequer mais um segundo de minha consciência,
Pois sou um pequenino demônio,
Prontificado para gozar na boca de Deus.


Ninguém

Justo seria então o tapinha nas costas,
Injusto o véu que tua pele não toca,
Sustentando a especie intocada
Toco-me, impuro e curado, calado.

Absolvido pela luz que não toca a pele
Escureço em níveis desmedidos,
Segure a conotação na duvida em que te toca então,
Astronômicos serão os erros.

Nunca cometeras sequer um desatino,
Nunca estarás em completo desalinho,
Destino desmistificado, impuro e tardio,
Árduo padre que goza nas escrituras sagradas.

Fodendo então minha virgem desfalecida,
Obedeço a pureza de cada gesto acumulado
Na infinidade dos meus retrocessos que coagulam,
Enfermo e desalojado na impureza de cada parte podre.

Nunca seras o mais do mesmo,
Nem ao menos o que desejaria que este fosse,
Pois sou parte daqueles que não ferem ao serem feridos,
Muito menos daqueles que escrevem reto por linhas tortas.


Preposições de um Cadáver



I

Sim, este mesmo!
Eu que fui alma impura,
Repugnante e incessante,
Eu que fui linha e carretel,
Eu que fui arma e bordel.

Eu que me senti como uma bruxa
Prestes a ser queimada,
Relógio nas sombra do tempo,
Desloquei simples mente as partes.

Eu que me matei diversas vezes,
O devasso inconsequente,
Conotações divididas em destroços carnais,
Almas só existem quando podem.

O poderio bélico das transformadões em segundos
Distribuindo tapas e socos na própria face desalinhada
Maquiando as olheiras das infinitas noites de insonia,
Entupindo as veias nas melhores das piores intenções.

Segurei tua arma, apontei para minha própria cabeça,
Engatilhei, (...)
Atirei!
Nenhum projetil me acertou.

Banhando então o corpo em formol
Embalsamo as tripas celestiais enfermas
Rasgando cada simbolo doentio que minha alma construí
Transfiguro a pena para outro corpo em resignação.


Sim, aquele mesmo!
O menor, o mais infiel dos seres,
Na eloquência do abandono
Abandonando o próprio corpo no buraco estreito dos prazeres.

Aquele que te sentiu na amargura de cada toque
O gosto azedo da brusca partida calamitosa,
Acionando a sirene do adeus
Difundindo um ser em outro termo.

Aquele que se sentiu como um Deus
Dos mais vadios, digno de fazer companhia ao demônio,
Na escala mais podre e desgraçada do inferno
Substanciando o carbono, na química do prazer.

Sem dormir, jazia o cadáver vivo
Na câmara carnal das especies mumificadas,
Das almas nas incessantes rotações desqualificadas
Pairando acima das cabeças arrancadas.

Não morreria, sequer uma só vez
Para constatar que apesar de morto,
Ainda estava vivo,
Encontrando com o próprio corpo morto.


Sim, este mesmo!
Aquele infeliz de carne e osso,
Reatando na impureza do nascer
Desqualificando a especie que recriara.

Adormecendo dentro da tumba inóqua
No limiar de qualquer sentido desfalecido,
Apedreja a alma que se esconde dentro daquele cadáver,
Esquecido mas lembrado pelo eu etéreo.

Então na iniquidade do amanhecer
Banhou se na cura doentia resgatando o paraíso perdido,
Na calamidade da escuridão que de tão clara cegava o olhar
Não viveria mais um segundo sequer para provar que estava errado.

Então! Balbuciando uma infinidade de vermes e versos
Da língua fez instrumento de morte,
Cadavérica era a imagem reproduzida naquela noite,
Acoplado a uma química substancial provou meio segundo de esperança.

Não esperou que fosse dita,
Ou dada a tua sentença,
Condenou o próprio algoz a perpetuidade
Livremente, antes de qualquer decisão.

Enfim então o cadáver flutuava,
Naquele mar de ilusões infinitas, dúbias e diversas,
Flutuava sobre a água de mares nunca explorados
Imergia pelo ar nunca antes respirado.

Desconhecendo partes do que sempre acreditava
Dividiu o sim pelo não,
Trocando de pele a todo momento,
Repartindo os ossos para aquela multidão de roedores insaciáveis.



Sim, eu mesmo!
Aquele que nunca pode acreditar,
Sinceramente na luz da infinita aurora
Orvalhada e sublime, onde cava se a pureza dos enfermos seres de luz.

Acordando dentro da tumba
O cadáver do meu próprio eu, escreve me...
Em linhas retas e oblíquas o que resta do meu resto,
Atordoando a escuridão do caixão.

Raspou as paredes de madeira até que surgissem frestas,
Para no minimo a alma dali escapar fluir para o sincero devaneio cronico,
Alimentando se por dias dos próprios vermes , bactérias e pedaços da própria carne
Decomposta, na composição destes versos.

Cavou metros acima dos estilhaços do tempo
Engolindo a terra para que não cegasse os olhos,
Seguidamente de cada grão fétido daquelas camadas interiores,
Realojando se pouco a pouco.

Cavou tanto para cima tanto quanto para baixo,
Fez redemoinhos em alegorias perdidas enquanto escrevia
Nas camadas que ainda restavam percorrer,
Para enfim a luz alcançar.

Fez se a si mesmo um minuto de silencio
Pela desistência, pensou e repensou,
Parou então de cavar a esmo,
Em vão seria tua breve e inesperada chegada.

Parou novamente e repensou estranhamente
O objetivo de tanto folego guardado,
Para aquele dia de vitória,
Afinal! Venceria eu a morte?

Guardaria a mim esta decisão?
Pensou novamente, sem se perguntar mais nada
Somente a decisão da desistência agora o confortava
Voltou então pelo mesmo caminho.

Reorganizou a falta de pensamento,
Cuspiu a terra engolida,
Tapou cada fresta mal feita,
E enfim calou se para quase  todo o sempre.


V

Felizmente resolvo então ficar por aqui,
Em meio a podridão dos meu próprios vermes,
Que me comerão a pele, carne e quem sabe um dia enfim os ossos,
Assistirei a tudo com calma sem medo.

Afinal de que nos vale a ira da volta a superfície terrestre,
Senão simplesmente para ter que voltar a decidir e esperar,
Não decidirei mais nada!
Somente assistirei e sentirei cada verme enfermo alimentar se de mim.

Compartilharei minha carne com quem enfim ama a podridão dos seres terrestres,
Alimentarei cada ser vivo que por aqui me encontrar
Deus abençoe estes vermes,
Que enfim, me dizem mais que qualquer outro ser vivo neste universo.





Ele e a Droga

Eu que tive uma alma sem controle
E não pude negar cada lagrima escarrada,
Eu que tive parte naquele crime
E não pude negar a complacência.

Eu que não tive segredos
Ou desejos ou pernas e braços
Eu que não tive frio,
E me droguei para não morrer de fome.


Eu que nunca olhei para os lados,
Eu que somente perdi a memoria,
Eu nunca tive um bule de café,
Algo em que eu pude acreditar para manter acordado.


Eu que mi vi completamente abarrotado,
Eu que somente nunca fui somente,
Chorei um tanto de tuas lagrimas,
Pois suspenso no ar sabotei algumas de tuas ideias.

Cada droga,
Cada gesto,
Cada sentimento,
Cada pensamento.

Eu que me vi completamente impotente
Caminhando entre as macumbas diária
Soturnamente apagando cada raio de sol
Que me foi destinado.

Minha sina era o sinal de meu próprio abandono,
Desobedecendo os ritos e pactos,
Não rezei a Deus
Clamei somente ao demônio nesta existência.

Desatinos químicos mal formulados
Trans figurando cada linha de pensamento confusa,
Realinhando toda e qualquer eficiência
Destruindo qualquer poder de decisão.

Não era medo,
Nunca foi,
Talvez era,
Sim, Talvez era.











sábado, 20 de julho de 2013

Era tudo Inverno

I

Era tudo inverno, inferno e verão,
Luzes incendiarias proclamavam incisões sub-cutâneas
Na engrenagem das maquinas corporais,
O sangue bombeava para fora da pele as uvas mortas.

Nas veias do absurdo metades das potências intumescidas,
Adormecidas em congestões lúgubres, contrariando as luzes dos castiçais,
Ludibriados os presentes assinam as cartas em nomes ausentes, inexistentes,
Comemorando o vazio de cada restoio de tinta que sangra.

Era tudo inferno, inverno, quimera,
Nas dobradiças o ranger do tempo rugia
Como infecção na próstata esfaimada
Em aniversário de morte adiada.

Afiadas as aves desafinavam as garras
Atrofiadas, e cravavam na pele o osso do escarnio,
Carnificina emoldurada em ilustrações abissais contaminadas,
Eletro pulsações insensatas, espirais, moinhos de vento, deserto.

Não, não era inverno, inferno, 
Bastardos, estrangulados no alto do penhasco
Jogam cartas com os reis, sem chifres ou chaves,
Buscam na masmorra a perpetuação em perpetua inexistência.

Tardio o golpe alto, nas mãos da grande cúpula
Sofregaram em ardilosas punições e insinuações
Apoderando-se do meu eu magnético sofredor,
Entojado dentro do bolso o enigma das avarias.

II

Era tudo maligno e de certa forma benevolente,
Envolvente poça de estrume registrada em depoimentos histéricos,
Hemisfério do expoente azul, atrocidades epíricas eletrocutáveis,
Inaudível como o canto do pássaro morto em meu estomago.

Não, não fui evadido, nem alimentado,
Através das correntes sub-jugadas da amnésia atemporal
Escreveria a pele demoradamente nas gotas do orvalho queimado,
Evaporando-se pouco a pouco acada manha em que o espirito nasce mais morto.

Engrenagem descontinuada e ferida alastrou-se através dos vinhedos
Barris de culpa gotejavam almas de escravos, farrapos, pele e ossos,
Sangue dos espíritos que bailavam abaixo a linha da cintura
Demonificavam os deuses em angelicais passagens sagradas.

Testamentos não assinados, apodreciam nas mãos e braços arrancados
Pelo alto escalão das agonias inconscientes, ascendentes de signos experimentais
Argumentavam em silêncio sobre cada espaço esquecido, 
Dentro de cada significado não encontrado, uma resposta em pergunta a outra.

Alojado dentro do meu vicio esfomeado
Descontrolo em hipnoses o canto adormecido das vísceras
Arrastadas pelas ruas, cobrindo a neblina sobrevoo a sombra do unicórnio retardado
De asas cansadas e secas pela chuva que curvando-se a veracidade da morte.

Espantosa fez-se a lua, que de luar em luar, escondia-nos dos monges
Acorrentados, nas florestas onde cada silêncio cumpria-se em leitos,
Auto-medicados os hospedes malfeitos, terminavam entre a guilhotina e a forca,
Bruxas apoderavam-se das almas rarefeitas que restavam na superfície celeste.

III

Pecaminosos os cadeados abertos chaveavam as portas,
Estropiados os guerreiros mumificavam suas esposas malditas
Restaurando cada enredo perdido das mortíferas peças de amor e ódio
Pedidos eletrocutavam as mentes dos que sem dar, não podiam toma-lo.

Envolto a correntes florificadas respirei enfim o sangue daqueles animais,
Todos em torno da passividade momentânea duelavam em estações desconexas,
Congestionadas, amenizando cada epístola sagrado na carne que desperta
Podre, abstraindo cada enigma distópico nos sonhos que lhe deram.

Inferno, não era inverno!



domingo, 14 de julho de 2013

Poço

Sempre ao fundo das manhas menos completas,
Desalmados dentre os humanos, incompletos idiotas,
Registrando todas as fotografias nas mentes dos calígulas,
Aleijados de cérebro, impotentes de alma.

Cessavam entre as agonias toda e qualquer parte dos núcleos nucleares terrestres,
Humanos invencíveis, vencidos ou calados?
Falavam mais do que a boca entre os dentes brancos cerrados
Soltavam fezes pelas mãos.

Sorrisos amarelos brilhavam entre as envoltas luzes de gelo seco,
Sombrios os espectros das alegrias inertes
Cansavam cada brilho das luzes que se apagavam,
Ninguém veria mais a luz no fim do túnel.

No poço escuro, ele escalava raspando as unhas
Nas extremidades fugazes das paredes,
La de baixo, ouvia-se o som da lua
Lunática e observadora apedrejava os olhos de quem a olhava.

Da pele branca em cor de neve, escurecia os olhos
Que não mais brilhavam na pele que refletia a dor,
Simplesmente o simples seria a calamitosa ardência,
Que cobria o desejo transformando a culpa em suspiros.

Extraordinário o lúgubre espaço que não restou
De minha partida alucinada acelerei o desconcerto
Breve e culpado de nenhuma culpa foi tudo longo
Na latitude infeliz de um laço quebrado.

Infiel de ladrão de estrelas passeando pela noite
Tropeçava nos buracos das ruas atrofiadas
E tudo que se quebrava era o que nada podia ser revisto,
Conceitos inertes de tuas vísceras abandonadas.

Na calamidade do intestino podre
Perdia os rins em meio aos sentimentos,
Alguma alegria de todas as tristezas que restaram
E tudo que somente morreu, é vivo.

E o que resta, o que eu tenho aqui dentro?
E que num estalo de nobreza quer somente retirar?
Reitere não penso, somente existo,
Por enquanto, por enquanto, só por enquanto.

Esconda-me então na tua espécie de cela,
Perfumada na ausência de minha pele
Onde diz qualquer palavra que quiser,
E onde nada ficara bem ou mal.

Reproduza na minha linha vertebral em tudo que machuca,
Além dos desatinos e confusões,
Tudo que posso e peço, não tem mais valor
Tudo que digo ou sinto não tem, mais valor algum.

Humanos vampiros bebem o sangue de meninos mendigos,
Calando as vozes da inocência,
Para todos que vivem em morte
Desejo somente a vida, fria, cansada e dolorosa.