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quinta-feira, 23 de maio de 2013

Inicio

Relatando o desconcerto
Minha pena breve e curta
Se acabou
Alimento o alimento
Morto, podre, abatido
Você voltaria atrás?
Mas teus abraços procuraram o limite do desfeito
Desfaça,
Corte a faca
Canse o espelho
Abençoe as feridas
Deite-se, o orvalho queima
Entretanto
Olhando o fim da tua ilustre farsa
Espera de longe minha carne entorpecer
Febre longa e duradoura
Abraço, curto, estrangeiro
Anos a fio perdendo-me em palavras
Registrando em meu leito o nada
O fim, o foi, o era, o seria
Sim ou não?
Acho que não, não sei

Talvez.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Ilhas


Nem sempre as ilhas inconstantes nos desdobram e nos confundem
O abraço materno não se faz mais consciente
Nos desdobramos em mil partes de um deus que já não existe mais
Os seres que vagam para alum lugar do infinito, foram sorrindo em falsa agonia
Agonia desesperada essa, que procura onde não vê e não tem
As partes desdobradas e feitas não podem mais desfazer, o refeito
tao pouco justificar o injustificavel
Por maior que seja a confusão, as ilhas sempre estarão lá
Vagando seguimos, não há uma outra forma de viver.
Vago, espaço e curto.
Curto, espaço e vago
Não encontrariamos nada alem do nosso insólito nada
Em lugar algum
Em um lugar qualquer
A vida sobra e se renova diante da falsa gloria
Abatendo os feridos
Velhos formadores de opinião encaixotaram suas coisas
E mandaram vocês de volta a realidade
Sim essa mesma, eu deveria perguntar?
Sim eu deveria perguntar, embora não haja resposta alguma
Sim, a realidade, inconstante confundindo o abraço materno inconsciente
se esta a vagar por essa gloria talvez não encontre o que tanto procura
E talvez esteja solitário
Ninguém atravessa os céus sem se machucar
Perdão pela morte reconhecida
Eu não estive la, eu nunca mais estarei la
Somente representei o  papel de um figurante amargo
Que nunca esquecera o desnível dessa normalidade incansável e ordinária
O cento do umbigo voltou para abraças o que já se foram
Eu não estarei la ou em lugar algum
As chances medem sua paciência
Até que no limite do acaso premeditado, explode
Sua maquina mecanizada, adestrada
Os miolos estouram e vazam pelos olhos
E te cegam e te abusam
O único culpado  para a miséria dos opostos
É a não compaixão que tem de seus próprios
Mantendo os olhos cercados
Me despeço da serpente que me acolheu
Era dia ou noite, não era nada
Minha um tanto quanto lunática companheira
Não esquecera quem realmente é
pilulas ambulantes vagam nas ruas
E sangue é diversão
Dinheiro é morte
Ausência é vida
E gloria é a ostentação o pilar da mediocridade
Para com os que enfiam a faca e os outros órgãos internos
E cravam no peito até coração sair para fora
Até a tão inesperada absorção dos pulmões
Que de tão contaminados pelo seu amor negro
Repousando em minhas entranhas a século
Até a tão inesperada absorção dos pulmões
Liquidando suas chances de paz em tempos de guerra
A vida secreta  que você esconde dentro de si
Não está mais si, nem aqui
Trocando de líquidos me escondo dentro da minha possível sanguinaria visão
Não adormeço  em coleiras de sangue
Não concentro o espasmo dentro de um buraco que se rotula e se odeiam
Onde não existe mais lugar para as minha perguntas
Registro meus olhares a um ser inevitavelmente desejado
Não era nada daquilo, nunca foi
Espere-me na ultima estação quem sabe se perdendo um dia poderá se encontrar
De tão mediócre se encontra e se perde. de forma que irreconhecivelmente se encontre
bastasse uma pequena veia, uma pequena dose
bastasse um ultimo olhar
e então a serpente, acuada, retorna a sua origem desconhecida
desmerecendo qualquer faca, qualquer coração, qualquer órgão
A sua então, missão, de te ferir, de te injuriar, de te expor.
Já bastaria, nesse caso. sem instrumentos que o fazem
A decisão de despedida, do mundo Nada que vivemos,
faltaria, a presença, faltaria o essencial, o necessário.
Faltaria o nada, propriamente dito com a boca cheia.
De palavras ainda indecifraveis
Recolhendo-se a postura de um enfermo
Abandonado pelos juizes da mais estupida corte
Andaremos e colocaremos nossas escadas pelos palcos da vida e da morte
Somente esperando o movimento contrario do teu desejo ignorado
Deite-se ao meu lado não conseguiras me veras como um vulto
Escondido dentro da tua sombras
Vazia e descartavél culpando em nivel a nível de mote ou vida eterna
Tanto faz assim ou não
Meu ultimo desejo foi o de não desejar nada
Minha ultima chance  eu vi na face de rostos esculpidos em lugares abandonados
E não mais podia ser atraído
Nem roubado
Nem aprisionado em teu carcere nada privado
Agradecendo as almas cansadas junto-me a elas para descansar
Pois abrigo pouco a pouco a morada dos aprisionados
Não serás um vulto sequer
não será a ultima viajem
e nem a primeira
dentro de tanta vida já vivida, não existindo suplicas mortais
e não cabendo ao existencial corpo etéreo
Das correntes impostas, os aprisionados encontram
forma a face e lugar de volta, que
ainda na lembrança possa reconhecer
Onde aquilo tudo começou, e retornar
pro mesmo caminho e caos já conhecido
de que adiantaríamos escadas, se nossos palcos já caíram
incendiados pelo clamor e pedidos urgentes das almas envenenadas
na vida e na morte.
transmutando pra si mesmo o poder de ter poder
através do poder, decaindo sobre seu rosto
suas lagrimas maquiadas, já borradas de tanto ver.


sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Fim



Rastejei pra casa que não era minha
Carregando um fardo de desilusão
A poesia da manha era simplesmente nada simples
Meus ouvidos sussurravam tua voz
A voz que não era minha, talvez dele, dela ou delas
Meu único algoz o dono da culpa, aquele cheiro, aquele desejo
Te dei em palavras meu último caminho sem volta
Eu não via mais, não ouvia mais, não sentia mais
A chuva que caia, o detalhe o momento
E todas a dores e amores se foram
E toas as duvida e respostas vieram
Era o dia a noite uma escolha
Uma chance para o fim ou uma passagem para o inicio
Pra onde, eu não saberia, talvez se eu me desse essa chance
As condenações viriam a cair por terra
Para um único dia de vida, perdendo os anos em morte
E se eu não pudesse mais, acho que não posso mesmo
Acho que não devo mesmo, acho que eu deveria
No ultimo segundo, coragem não era mais meu nome
Era um desejo de não desejar mais nada, nem a morte
O fim de uma vida que não era minha
Eu havia roubado tudo de mim mesmo
Pra onde deveria ir toda essa culpa
Eu não me via mais no espelho
Não tinha mais sombra
Sempre fui todos aquele que vocês desejaram
Cansado, machucado demais pra seguir com isso
Pulando pra fora de tudo
Entrando para o vazio completo
O único lugar, a sala dos covardes
Do meu inicio fiz meu fim
Do meu fim teu recomeço