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quinta-feira, 23 de maio de 2013

Inicio

Relatando o desconcerto
Minha pena breve e curta
Se acabou
Alimento o alimento
Morto, podre, abatido
Você voltaria atrás?
Mas teus abraços procuraram o limite do desfeito
Desfaça,
Corte a faca
Canse o espelho
Abençoe as feridas
Deite-se, o orvalho queima
Entretanto
Olhando o fim da tua ilustre farsa
Espera de longe minha carne entorpecer
Febre longa e duradoura
Abraço, curto, estrangeiro
Anos a fio perdendo-me em palavras
Registrando em meu leito o nada
O fim, o foi, o era, o seria
Sim ou não?
Acho que não, não sei

Talvez.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Forca


No agudo da culpa
Na paisagem negra da dor
Vi meu amor partindo
Engolindo as cinzas
Vendi meu caminho
Quebrei um espelho
Em vaidade infinita
Cansei uma culpa

Não era assim
Não foi assim
Eu menti, nós mentimos

Dizendo a verdade
Afogados em egoismo
Sussurro em braile
Esqueço a lingua dos sinais
Arranquei meus olhos
Te dei em mãos
Não eram meus
Não eram teus
Não eram de ninguém
Um erro certo
Um tiro no acaso
Um corpo, uma tumba
Um grito, um paraiso
Uma corda, uma duvida
Uma faca, um caminho
Uma bala, um sentido
Força, a forca