Eu estive presente em todos os momentos, em todos aqueles momentos que eu quis ou nunca quis estar, aprendendo da maneira mais dolorosa o que se pode ser quando se é o nada, mas aquele vazio era só um vazio, e não se pode saber o que nele contem porque esta realmente vazio, e no vazio só sabe o que se tem se você realmente o sente, mas como sentir algo que não existe, esta vazio, não tem conteúdo algum o que seria este vazio alem dele mesmo inexistente no que existe aqui, se estamos cheio de vazio nele alguma coisa tem, então enfim não estamos vazios o vazio não esta vazio, se nos sentimos cheio dele isso quer dizer que não estamos, então a palavra deixa de perder o sentido ou automaticamente formam-se outros e acabamos ficando cheios e nem sabemos do que só sentimos. Quando acordei hoje tentei levantar, abrir a janela, a porta mas algo me prendia me sufocava e não era nada de tão vazio eu estava cheio , bem cheio e completamente sufocado por uma força externa que me invadia como se fosse um raio de escuridão amargo e latejante, meus olhos não enxergavam nada mas eu via realmente tudo e só percebi que eu estava acordado depois de alguns sinceros minutos de extrema agonia e paralisação mental e física, totalmente inutilizado por alguns minutos um vegetal sem vida, só que vivo, o que tinha até agora nem sei como explicar era algo como um vírus, acho que posso chama-lo de algo como a multiplicação da saudade algo que eu nunca pude controlar e foi bem por ai que me perdi varias vezes nessa vida, se eu pudesse acreditar menos no mais talvez eu seria menos atingido pelo meu inconsciente que insiste em dar um de fabrica de saudades e extremas ansiedades astronômicas e agonizantes eu somente desejava levantar e ver a luz do dia que por minutos não era mais dia era simplismente um nada, acho que morri naqueles eternos minutos mesmo sem ainda saber como a morte é, foi um desligamento total de qualquer forma de vida que um dia meus sentidos ousaram conhecer, eu enfim fui verdadeiramente um nada, o que seria isso que nos paralisa nos bloqueia e insistimos chamar de saudade será que ela dói mesmo? Dizem que existem vários tipos, pelo menos pra mim existe só um, sendo ela do que foi vivido ou não, saudade é saudade não importa do que nem de quem, mas é algo inexplicavel quando ela te paralisa a ponto de não conseguir praticar o simples ritual de levantar-se da cama e simplismente sentir que exista vida aqui dentro ou la em qualquer outro lugar do universo, mas também algo contraditório, sentir algo estando desligado será que por alguma vaga lembrança eu havia sonhado com isso ou foi real, foi assim e que assim seja e que venham e venham mais e mais saudades, sendo assim pelo menos sinto que ainda vivo mesmo morrendo em alguns instantes!
Digno de um sonho impuro tomou um calice das próprias lagrimas, lagrimas que não eram dele eram do outro.
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segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Livres de Culpa!
E naquele momento fomos um e eramos o que queríamos ser e como tinha que ter acontecido foi e o futuro ainda virá. E os olhares, sentidos e corpos multiplicavam-se entre os desejos, a calma e a sede de fome que confundiu. Nós nos armamos e atiramos uns contra os outros em bolhas de desejos cada um procura uma resposta que no fundo já sabemos, do amor vem o que surge se forma foi feito e o desejo daquilo que foi sempre existiu após um tempo, na cabeça no inconsciente e nos olhos de cada um de nós, ninguém deve arrepender-se nem procurar pelo culpado, nem evitar, nem fugir ou fingir, só amar o que cada um é, e agradecer pelo que aconteceu pois foi a mais pura, a mais pura prova de amor, amizade e cumplicidade para com nós mesmos alem do consentimento mutuo que tínhamos todos naquele momento que de certa forma deveria desde o inicio acabar com a culpa e formulação de questões posteriores, amamos a nós mesmos e a cada um de nós com todas as nossas forças, não eramos estranhos não fomos e nunca seremos estávamos entrelaçados em partes iguais de um único objetivo um objetivo alem só do que o do prazer, pensávamos em cada um de nós e foi belo, cada movimento, gesto e palavras sussurradas entre cada perfume exalado e respirado, precisamos ver a beleza do que foi antes de procurar pelas respostas, apontar culpados arrepender-se ou qualquer outro sentimento que foge da lembrança recente do que foi e do que pode ser ou até deixar de ser, estava falando de desejo mas não era só, acho essa a palavra mais fácil para descrever o que em palavras não conseguimos expressar, mas ainda dentro procuramos respostas formulamos questões e nos apavoramos em pensar como sera daqui pra frente, ou não, talvez o nunca mais ou o medo de querer mais ou de como seria o fim e até o medo de se perder no que é sentir e acabar dando volta sempre em triângulos, tentamos enxergar da maneira mais fácil possível para não nos sentirmos culpados por sentir esse medo essa duvida do que virá depois, mas culpar-se do que? Não foi o que queríamos? Talvez com um final um pouco a desejar, catastrófico, só desejo que sejamos sempre o que fomos um para o outro mas agora com uma cumplicidade maior, pois podemos esconder o que sentimos uns dos outros mas não de nós mesmos o desejo futuro ou o desejo do passado não importa o tempo nem a ordem, não precisamos ter medo nem odiarmos a nós mesmos muito menos uns aos outros por isso, precisamos enxergar da melhor maneira esquecendo o nunca mais e as duvidas de um futuro que nem sabemos como sera, esquecendo de vez as duvidas e os medos, e o futuro viveremos o que tiver que ser, não eramos estranhos? Melhor assim mais fácil assim, de entender o que é que gostamos um no outro e o que gostamos em cada um de nós mesmos e desaprovar algo que faz e fez parte de nós não é a melhor opção no momento nem a única, o que faz parte de nós sempre existira por mais que tentamos esconder de nós mesmos, o cérebro diz que estamos recebendo dor pra não nos esquecermos do que nos foi ensinado pelo mundo somos humanos e enfim nada perfeitos, todos nos condenariam, então porque condenar também, a nós mesmos e uns aos outros? Se foi o que queríamos devemos agradecer por ter sido contemplados pela sorte de poder ser, ter o que desejamos um dia no nosso mais profundo intimo. Enfim, espero que nosso mundo nunca desabe somente por cumprimos parte do que verdadeiramente fomos, somos e sempre seremos um para o outro!
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Sem Moral
Eu não pude colocar em prática e sabia o que era possível, pois impossível eu já havia feito, mas preferi esconder meus passos, preferi esconder a estrada por onde eu nunca mais deveria caminhar, mas eu desejei, e dai?
Nós nunca fomos o que nos foi permitido então porque encontrar, querer ter o que não pode ser teu, saber dizer o certo na hora errada se nada é, se nada vem ou volta, se todas as noites dores e delírios daquilo que nada um dia tentou ser o tudo vem a tona, não importa, quando digo pra ser eu é porque não quero mais tentar, e o porque de todas essas dúvidas, dividas ninguém sabe, nem eu, você muito menos ela, nem o espectro salvador da tua sombra noturna que me trazia alívio me fazendo sentir dor e amar sem pudor algum não me queria mais, e acabamos nos cansando de falar tanto de amor, dor, solidão do passado sem futuro e de tudo que desejávamos ser, viver...
Mensagens positivas? Auto- ajuda? Você quis tanto eu nunca nada, hoje as palavras só ecoam, tentamos nos sentir bem não para poder provar talvez só fugir, fingir mesmo, sentir que algo que um dia sonhamos poderia existir aqui ou em qualquer outro lugar, a realidade da felicidade foi, é inexistente e um dia tudo volta, e sem me condenar em um único pensamento eu consigo me contradizer milhares de vezes, bipolaridade, tripolaridade, sera?
São infinitos os polos e poros por aqui, ai ou em todo e qualquer lugar e o que é natural, normal, onde fica, pra onde vai, existe?
Eu tentei fingir, acreditar, não me drogar, não te drogar não morrer nem matar, somente enfim amar, mas o mais é menos quando a gente sonha e ainda dizem aqui dentro, você é somente o que você sempre foi, o óbvio, o triste o infeliz, o amargurado ladrão de vidas, tentar não faz mais parte, viver sem pudor é como um suicídio lento e solitário, é como vender a alma sangrar fazer sangrar, quem não sangra? Eu vivo a contra-adição de valores faz parte desse todo, desse nada desse sangue, sangro litros por segundo, eu sinto pra não morrer em vão se eu pudesse te contar se eu pudesse me expressar melhor, mas sei bem como é, será sempre tudo em vão, tudo em códigos, números, palavras, sons e sentidos, colocaram cada chance na minha boca, poros, polos, pele e alma pra tentar resgatar aquela tal dignidade, amor-próprio, não deu não era meu vomitei praticamente tudo, sem fim o coração sem alma não pode mais e se cansa sem poder descansar, o desejo alimenta a alma sem o mesmo notar e aquelas outras coisas que eu disse antes eu já esqueci, pra ser mais direto eu nem disse, foi só um sonho teu, meu, de ninguém ...
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Foi ter perdido em vão...
Felicidade tinha 17 e ela 16
Pouco sabia sobre tudo mas já decidia como ninguém
Tinha certeza do que queria e queria ir além
E conheciam um ao outro sem medo de outro alguém.
Felicidade tinha 17 e ela 16
Tinha feito muitos planos para hoje
E quando o dia amanhece ainda existem mais
Caminhavam lado a lado e não paravam de falar
Não existe preço pago para deixar de se amar.
Felicidade tinha 17 e ela 16
Quando se conheceram o mundo começou para os dois
Que já não viam tanta graça em assistir TV
E todo dia ele pensava o que fazer
Ele quria poder fazer mais pelo seu bem.
Felicidade tinha 17 e ela 16
Ele admite que errou, por medo de perder
Se é melhor viver sem dor, posso dizer
Recomeço perdão, suas pedras são flores
Suas flores, secam sozinhas
Então ficaram juntos para florescer.
Felicidade fez 18 e ela 17
Esse aniversário sozinho, deixou marcas
Por não abandonar e ser abandonado
E se perder tentando abrir os olhos
Acabando por voltar ao zero.
Felicidade tem 18 e ela 17
Descobriram o amor, e o prazer
E sentia completo abraçado a ela
Corrigiu muitos erros mas esqueceu de um
Não é preciso muros nem paredes
Pra aguardar o amor.
Felicidade tem 18 e ela 17
Ela fez aniversário e eu consigo entender
Ela estava ao seu lado e queria viver
Ele não pensava só nele, quando ficava em casa
Felicidade separou-se em dois
Cada pedaço pro seu canto
Cada canto com sua razão e por muito tempo
Desejou o perdão, e soube que sua culpa.
Foi ter perdido em vão
E se arrependeu de não ter saído mais
Não ter curtido mais e deixar curtir
De ter medo dos outros e não de si
De não olhar que você pode estar errado
Tentando fazer o contrário
De não enxergar que um amor pode ser pirado e fazer o contrário
Felicidade tem 18, Felicidade tem 17
Cada um pro seu lado
Cada qual um pedaço
De uma história de felicidade e saudade
De uma história de amor e amizade
Felicidade quer ter Felicidade
Poema escrito por Gustavo Vinicius de Oliveira, musico, artista, amante da vida, poeta, filho e amigo, assassinado brutalmente na cidade de Bauru, uma das pessoas mais generosa e companheira que conheci na minha vida, uma poesia escrita por ele pouco antes do seu aniversário de 18 anos meu irmão de alma, paz esteja onde estiver, aqui dentro sempre...
www.myspace.com/pazdepoisdamorte
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Alivio
O brilho dos olhos
O sangue da alma
O ouro da dor
A mentira a chance
Esta tudo bem?
Não precisa dizer
Seu espelho se quebrou
E sua mente se foi
E tente te dizer
Tudo em vão
Então recebo o pagamento
E o vício
E a culpa
E a dor
Vou até lá e não era mais o mesmo
Vendo a alma, a tua
Completamente sem sangue
Respiro a água e troco de coração
Afogo o meu delírio
Recebo teu vicio
Exploro os caminhos por implorar por um pouco do teu sangue
Sem entender entendo o que já não é mais possível
Mas sempre será
E o que existe foi apenas arrancado, trocado
O que foi deixado de forma vazia
Agora esta cheio
Nós voltaremos
Até o fundo, até a beira
Até o alto
Levado pela maré
Local:
São Paulo
Valium
Apodere-se da minha alma, conceda-me o último desejo...
Alivie-se, escureça-me, receba com o preço da dor
Seu último caminho da primeira partida
Olhe nos olhos e cuspa no espelho
Este era seu caminho, você foi derrotado
O mártir esperava o grito do outro lado
E se transportou e fugiu para o vale
Era o receio, da divida da duvida
E seus olhos brilhavam e me levavam
Busco, te desejo recebo e entrego
Eu não confundo perco da maneira que posso
Te deixo livre me perco te liberto
Ele estará aqui, ai...
Não precisa dizer nada, as almas não falam
não escolhem agora dormem
Levo, guardo comigo...
Te devolvo em dobro.
Local:
São Paulo
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