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quinta-feira, 14 de novembro de 2019

De onde vem aquele pássaro solitário
Que teima em me chamar para a janela?
Ainda não é verão, sequer é primavera.
Mas ele insiste, canta, voa, volta, espera.

Não é prudente que se ponha em meu caminho
De ondAe terá vindo, de que mares de que terra?
Por que me procura, logo agora que estou fria?
Com que direito me desperta instiga e desafia?

Segue o teu caminho demônio anjo passarinho
Não tenho nada pra te dar sequer carinhos
Nada tens que devolva a minha alegria

Não. Espere. Não vá. Estou arrependido
Fique. Faço-te um ninho entre as minhas coxas
Venha. Preencha o meu vazio pequena ave roxa

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